sexta-feira, 13 de março de 2020

LUA DE SANGUE

Osvaldo Pastorelli e Carlos Eduardo Savasini Ferreira


no calor do frio
o periscópio flerta
o sonar tátil
da lua de sangue
em braile

cegos não enxergam
tocam
código Morse de pontos e vales
sensíveis à pele
da vida e da morte

viver
faz-se apenas uma vez
no coração do universo
no cerne e na carne
nua e crua

canta o poeta
poema ingrato
eclipsado


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