Ontem, eu mais o Júnior saindo daqui fomos na Fenac da Paulista. Tinha marcado de me encontrar com a minha filha. Chegamos lá, demos uma volta por aquele imenso mercado só para quem tem dinheiro. Uns vinte minutos depois o Júnior foi embora. Enquanto minha filha não chegava fiquei zanzando por ali, olhando, vendo os preços, etc. Não achei nada que me interessasse, aliás, achei o jogo MYST, o último, pois já saíram acho que uns quatro ou cinco, e estava bem baratinho, cem reais. Vi também, um estojo com filmes de Audrey, “Sabrina” – excelente; “A Princesa e o plebeu” – imperdível e, “Bonequinha de luxo” – ótimo, tudo por setenta e dois e qualquer coisa. Só fiquei admirando a caixa.
Assim que minha filha chegou fomos para a bilheteria comprar ingressos para o show do Evanescence. Não tinha mais onde queríamos: cadeira coberta, e nem cadeira descoberta, só tinha na pista e arquibancada, compramos arquibancada, ficar na pista nunca. Feita a compra, demos mais umas voltas, e fomos embora.
Pegamos o metrô que nessa hora estava mais ou menos cheio. Chegando à Sé, assim que o trem encostou e abriu a porta, vimos dois caras brigando e, deu para perceber que eles vinham desde a estação anterior se esmurrando um ao outro. O vagão ficou vazio, por sorte tinha dois seguranças que iam pegar o metrô, arrastaram os dois para fora.
- Seu veado. Filha da puta. Vai passar a mão na bunda da mãe, gritava um dos caras.
O outro, um branquelo, meio almofadinha, estava com o rosto, principalmente o nariz sujo de sangue. Quieto sem falar nada, foi arrastado pelo segurança.
Quando chegou outro metrô ao entrar falei para minha filha:
- Esta vendo, no fretado você não presencia essas coisas.
Ela riu sarcasticamente e entramos.