quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Fazia tempo que não via.


Ontem, eu mais o Júnior saindo daqui fomos na Fenac da Paulista. Tinha marcado de me encontrar com a minha filha. Chegamos lá, demos uma volta por aquele imenso mercado só para quem tem dinheiro. Uns vinte minutos depois o Júnior foi embora. Enquanto minha filha não chegava fiquei zanzando por ali, olhando, vendo os preços, etc. Não achei nada que me interessasse, aliás, achei o jogo MYST, o último, pois já saíram acho que uns quatro ou cinco, e estava bem baratinho, cem reais. Vi também, um estojo com filmes de Audrey, Sabrina” – excelente; A Princesa e o plebeu” – imperdível e, Bonequinha de luxo” – ótimo, tudo por setenta e dois e qualquer coisa. Só fiquei admirando a caixa.

Assim que minha filha chegou fomos para a bilheteria comprar ingressos para o show do Evanescence. Não tinha mais onde queríamos: cadeira coberta, e nem cadeira descoberta, só tinha na pista e arquibancada, compramos arquibancada, ficar na pista nunca. Feita a compra, demos mais umas voltas, e fomos embora. 

Pegamos o metrô que nessa hora estava mais ou menos cheio. Chegando à Sé, assim que o trem encostou e abriu a porta, vimos dois caras brigando e, deu para perceber que eles vinham desde a estação anterior se esmurrando um ao outro. O vagão ficou vazio, por sorte tinha dois seguranças que iam pegar o metrô, arrastaram os dois para fora. 

- Seu veado. Filha da puta. Vai passar a mão na bunda da mãe, gritava um dos caras. 
O outro, um branquelo, meio almofadinha, estava com o rosto, principalmente o nariz sujo de sangue. Quieto sem falar nada, foi arrastado pelo segurança. 
Quando chegou outro metrô ao entrar falei para minha filha: 

- Esta vendo, no fretado você não presencia essas coisas.
Ela riu sarcasticamente e entramos. 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Ferido continuo

 

Ferido continuo seguindo pelos cantos da vida. Em cada canto escuro me encolho do algoz olho que me espreita. Não o olho de Deus, não acredito em Deus, mas o olho do desejo, aquele olho devassador de entranhas sugando o prazer perdido pelos bares a cata de alimento sustentado pelo vil dinheiro. 

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Fertilidade crocante

Por Carlos Savasini

       Luciana do Vale

       Marisa del Santo

       Osvaldo Pastorelli

       Rosangela Aliberti

 

Chuva, rock e futebol

Um homem na cama, e

Uma mulher atenta

Um anjo safado com a boca lambuzada

De chocolate recém saído da TV

Espalha suspiros

Varinhas de condão

Põe no gráfico fantasias

Sorvete que fica quente

Boquete croquete que

Crocanteia o relacionamento

Faz daquele jumento

Um homem articulado de cú lambuzado

De lado QI 1001

Do outro carne escorrendo

Língua entre lábios e carnes

Vulva de terra e conquista

Mastro croquete de jumento crocante

Espada ativa penetra

Em grutas desconhecidas

Revelam orgasmos de

Novas vidas

Descanso em paz

Pós orgias de letras / termino

Sorrindo em cima da mesa

O bom é concretizar ilusões

Doces além das salas de jantar.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Flutua a cidade

  na chuva ácida onde os sentimentos levam-me em direções desconhecidas.

Elevados picos dos edifícios iluminam a frieza concreta sem alma e vazia pela informática da razão a explodir nos outdoors espalhados na superficialidade humana

Sorrisos se apagam e a criança não pede mais esmolas nas esquinas, morrem enclausuradas pela fome de sobreviver

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Grande pequeno maestro.

 Olho o corredor do fretado. Praticamente vazio. Esparsas cabeças ondulam sonolentas no balanço do transito vazio de carros, das ruas vazias, dos elevados, das passarelas, da alma fútil transitando preocupação passageira. 
Foi-se, não foice, foi-se de ir, de acabar, foi-se não sei se está certo, não fui um gênio em português, especialmente em gramática mas foi-se uma segunda, uma terça, uma quarta, um feriado, uma semana inteira passou rapidamente despercebida. 
E aqui nesta sexta-feira curtindo minha dignidade profissional, se é que tenho ainda, me pergunto: será que tem alguém que goste realmente dessa submissão, dessa opressão em entregar relatórios, de pagar contas, de PIS, CONFIS e os cambaus a quatro? Será? Talvez tenha... Mas estou divagando sobre um tema já batido.
Portanto peço licença para mudar o tom dessa crônica. Esse preâmbulo foi só para esquentar os dedos deixando as palavras me dominar e me levar inconscientemente à noite de ontem, onde com grata satisfação assisti a apresentação da Orquestra de Câmara de Manaus, sob a regência do maestro Marcelo de Jesus.
Com que desenvoltura e competência amalgamando gestos suaves, rítmicos deu conta do recado excelentemente. Quem te conhece, Marcelo, não poderia imaginar que um menino, um pouco maior que o teu sobrinho-afilhado, que um dia saltitando entre as pedras da praia me mostrava à cama do Anchieta, estivesse hoje em frente à Orquestra de Câmara de Manaus. 
Nunca poderia imaginar vendo aquele menino risonho tentando me explicar, num piano os acordes que tão bem você sabia. E como você ria da minha ignorância musical. Mas você sabe que fui sempre um diletante e, ainda hoje sou. 
Com que paixão via você, nos aniversários, acatando os pedidos que lhe faziam e, com os pequenos dedos soltava notas uma atrás da outra com tamanha facilidade. 
E a primeira aparição sua na TV Cultura, no programa do maestro Júlio Medaglia, onde participou de um coral. Talvez, posso imaginar o orgulho seu e de seus pais, fosse o mesmo orgulho quando participei da minha primeira antologia poética.
Em seguida, o que lembro, na apresentação da Flauta Mágica onde vi pela primeira vez você regendo. Lá estava, você com desenvoltura comandando e deliciando-nos.
E hoje, com seu porte, como é que posso dizer, mirrado, pequeno, não sei, mas grandioso desincumbindo uma função no Teatro de Manaus, como diretor artístico ou de maestro regente da Orquestra de Câmara de Manaus, só posso lhe dizer uma única palavra: OBRIGADO, obrigado por proporcionar, não só a mim, mas a todos que te admiram, a beleza de tua luz que sempre irá iluminar a magia da arte musical.
Agraciados são os manauenses em tê-lo como diretor artístico do Teatro de Manaus. 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

lava-se a cidade

 

nas chuvas de verão

 

a correnteza leva

a imundície da vida

 

a cobra fugindo

enrosca-se nas árvores

presa pela fome

 

em dado momento

a vitima é devorada

 

em dado momento

a  casa é inundada

 

la vai o menino

cobra montado

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Livre serei...

 Na música procuro os acordes dos teus sentimentos que, pensei, fossem dirigidas a mim, no entanto, verifico a falsidade dos teus atos, o que tornou nosso relacionamento inconseqüente.

Portanto vou a outros mundos, proibidos ou não, perigosos ou não, em busca do que não tive em seu mundo.

Piso pedras em declives, soltas, escorregadias que podem dificultar minha caminhada, mas saiba que nunca desistirei, vou sempre em frente, ferido ou não, seguirei queira você ou não.

Vou, mesmo que a adversidade me prende a esse mundo frívolo e burguês, seguirei com a mais pura emoção, pois sei que aos poucos me livrarei dessa dor que me mata e, que me fará cada vez mais forte.

Sigo equilibrando-me na corda do violino cujo som triste e melancólico não me deixará cair no profundo e seco poço da melancolia de estar só.

Cada tom sonoro eleva-me um degrau a mais até que alcance a borda do poço e possa assim respirar sem pensar no que sofri ou no que passei junto a você.

Eu sei, um dia correrei livremente pela avenida Paulista sem ao menos pensar em você.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Longamente amorenado

 , com os olhos castanhos escuros, ele olhou num perfil relaxado o ambiente quase vazio da alma.

Sentou-se à mesa de sempre e de sempre a caipirinha com bastante açúcar pediu.

Na dobra das palavras abriu o livro de contos de Hemingway, desligou o sensor de captação de conversa alheia e, se aprofundou tematicamente na leitura.

Sorvendo o sabor aos poucos das palavras, foi digerindo a goles pequenos, a caipirinha com bastante açúcar.

Vinte minutos passou entretido nessa conversa muda com Hemingway.

Nisso na curva do passado, trazendo no vento do esquecimento, a saudade se alojou no peito coberto de tiras de magoas.

Procurou rebater, se fechar, no entanto, por descuido não viu a brecha no canto escuro e, quando percebeu, ele já estava tomado.

Assim, com uma violência morna de uma tarde de outono, a saudade se acomodou levando-o a cair numa modorra melancólica.

Reconheceu a situação em que se encontrava e, por se reconhecer foi que se entregou a luxúria do prazer de  aborrecidamente estar embriagado.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Mãos riscam o espaço

  em gestos contidos, em gestos apenas para ser, longas ao recolher em sua concavidade o desejo de existir no abandono de outras mãos, afagando o amor em ser querida.

domingo, 18 de fevereiro de 2024

máscara ao envolver

  o rosto

esconde a face verdadeira

aquela que a alma primeira

pulsa no compasso da vida

 

no dia a dia a máscara revela

o cotidiano duro e massificante

construído com cimento e lágrima

a obstruir passos confiantes

 

retire a máscara e vera

a crua e fria realidade

da alma nobre e verdadeira

 

retire a máscara e livre será

das falsas e dolorosas ilusões

e terá a companheira do amor

 

que sempre o iluminará

sábado, 17 de fevereiro de 2024

Meu segundo dia de fretado.

 

Ela estava inclinada para frente, à cabeça entre os joelhos apoiada nas mãos. O cabelo comprido não deixava perceber o que se passava com ela. Se estava com mal estar ou vomitando em algum saco. Não dava para ver o que era. O seu companheiro de viagem babava de sono com a cabeça encostada ao vidro. Voltei os olhos para o livro que estava lendo. Não queria vomitar junto com ela caso estivesse realmente vomitando. Mais tarde, olhando-a de relance, dormia, vamos dizer o sono dos justos, se é que dá para dormir durante o trajeto do ônibus.

Eu mesmo me peguei cochilando umas duas vezes com o livro escorregando das minhas mãos. Uma das vezes acordei com um princípio de ronco. Abri os olhos e fiquei por uns segundos de cabeça baixa imaginando quem poderia ter ouvido. Já imaginou, cair num sono e roncar? Nem quero pensar. Ou para evitar isso, é deixar a cabeça pender para frente. Mas ai ocorre outro inconveniente. A língua pende para fora da boca e os dentes inconscientes mordem a língua. Já me aconteceu isso em casa assistindo filme na televisão. Acordei com o peito da camiseta molhada e a língua dolorida. Caçamba! Terei que me policiar para que essas coisas não aconteçam.

Hoje no meu segundo dia de fretado, o ônibus foi daqueles que tem a porta no meio, sabe qual é. Aqueles que você olha e imagina que os passageiros estão lá em cima e, quando você entra tem-se a impressão que se está entrando numa caverna escura. E ao entrar você nota ao lado direito da porta lê: sanitário. Quer dizer, todo mundo percebe quando você entra e sai do banheiro.
Mais um inconveniente: cheguei ao serviço às oito horas e quinze minutos. Espero que o gestor – palavra bonita: gestor em substituição a chefe – compreenda o do porque do meu atraso.

Assim espero.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

meu vazio cheio de nada

 

é onde o nada morre

no dia a dia da eternidade

 

não quero o amanhecer

você nunca está nele

 

o amanhecer me traz

de ontem a saudade

do presente que morre

num futuro longínquo

 

via no brilho do teu olhar

a folha da saudade

caindo em meu peito nu

 

ouço insetos predominando

o azul do meu ser sem destino

 

da emoção guardo sem revelar

a minha identidade morta

a beira da calçada

da grande avenida

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Meus dedos famintos

  passeiam sobre teu corpo de amor enfurecido

Meus olhos lambem a ferida do teu nome que clama o meu

Meus lábios contornam a loucura da tua pele eriçada ao toque do meu sangue intumescido

Minhas mãos se fecham ao sabor dos teus mamilos adormecidos

Meu sexo cruza com o seu num espasmo ensandecido de prazer incurável

Minhas pernas enlaçam teu corpo num abraço desesperado querendo sentir minha alma dentro da tua

 

Somos pedaços que se decompõem em nacos de gestos suicidas.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

minha caneta cinza

 

deram-me palavras

de sentimentos e paixão

de amor e de desamor

 

minha caneta cinza

descansa a indolência

preguiçosa do poeta

que espera

o prêmio maior:

a morte

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

minha vida

 

é a minha coragem

minha liberdade

é o mundo onde

reina a minha paz

é o chão da noite

onde piso

o meu destino

 

minha vida

é o canto dos pássaros

a sombra do riacho

manso que desliza

no leito da vida

 

minha vida

é o que me alimenta

é o sol e água

que aquece

e refresca

ao sorrir

da criança

cujo futuro

desconheço

 

minha vida

é a tua vida

tua vida

é a minha vida

juntos seguiremos

na infinita paz

em termos

as nossas vidas

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

minhas memórias

 

se fundem na nostalgia

do presente futuro e passado

 

do presente carrego

minha luta para o futuro

tentando esquecer o passado

 

do futuro ainda não sei

o que me será feito

 

o futuro e presente

vivem no mesmo instante

onde um morre

o outro nasce

 

no passado vive

o menino que sonhava

em ser adulto capacitado

guardando na memória

brinquedos que nunca teve

 

a saudade é uma pipa

voando na imensidão do céu

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Mulatas do samba

 

Lutam dengosas

Na vida que passa

Com encanto e graça

Revelando no sorriso

O brilho dos olhos

Que a vida realmente

Vale ser intensamente

Vivida

sábado, 10 de fevereiro de 2024

na ânfora guardei a essência

 

do nosso amor

 

um dia, por descuido

a ânfora se quebrou

a essência se evaporou

 

nunca mais encontrei

o amor

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Na hora do almoço.

 Entraram no restaurante sendo bem recebido pelo garçom.

- Boa tarde, meus amigos.

- Boa tarde – respondeu Silvio.

- Dois lugares? – perguntou o garçom.

- Isso, dois lugares – confirmou Silvio.

- Dois lugares, Silvio?  E o Reinaldo? – perguntou Luiz sem obter resposta do amigo.

- Lá no fundo tem lugar para três – disse o garçom.

- Não para dois, mesmo – retrucou Silvio.

Sentaram à mesa indicada pelo garçom.

- O que vão comer?

- O que tem hoje? – perguntou Luiz.

- Vou querer omelete – pediu Silvio sem esperar pela resposta do garçom.

- O que tem hoje? – perguntou novamente Luiz.

- Hoje tem dobradinha e lasanha.

- O que acompanha a lasanha?

- Você é muito minucioso, pede logo – disse Silvio.

- A lasanha vem acompanhada de contra filé ou filé de frango.

- Me vê então uma lasanha com filé de frango.

Quando Reinaldo esbaforido, trepidando nas banhas o suor na camisa, eles já estavam comendo.

- Pó! Caralho não falei para você que eu vinha? – esbravejou Reinaldo.

Silvio e Luiz mal levantaram os olhos.

- Quando chegamos não tinha mais lugar – disse Silvio.

Luiz nada disse, continuou comendo.

Entre os três criou-se um mal estar como se dissessem:

- Você não é bem vindo.

Reinaldo deu meia volta e foi sentar-se no balcão.

Luiz e Silvio silenciosos terminaram de almoçar, pagaram a conta e saíram.

Ao passarem por Reinaldo, cumprimentaram o amigo:

- Até mais, Reinaldo – disse Silvio.

- Até mais – disse Luiz.

- Tudo bem – disse Reinaldo – Entendi a mensagem. Não se preocupem não vou mais convida-los para almoçar.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

na limpeza

 

abro gavetas da alma

descubro papéis amarelados

esquecidos nos cantos

enegrecidos da mente

 

uns leio com atenção

outros largo no tempo mofando

 

fecho a gaveta

deixo a limpeza

para outro dia

 

uma lágrima

molha o papel

manchando o passado

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

na luta diária pela sobrevivência

 

enfrento diversos perigos

busco infinitas saídas

terei ou não sucesso

só o futuro que me dirá

 

ao dobrar as esquinas

sei que sobreviverei

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

na pele branca e preta

 

do piano

o marfim se revela

cinzento ao sonorizar

sentimentos de paixões

em cada canto da alma

 

a vida mais intensa

faz-se no suor pardo

deslizando em cada

pedra a solidificação

da argamassa dos passos

 

sigo a saudade

nos trilhos do passado

busco o que não tenho

encontro o que não quero

e concretizo o suposto

 

a vida intensa me interessa

desliza normal

na fugacidade do tempo

transcendendo sensibilidade

criativa das flores

que em plena primavera

cresce no asfalto da poesia

perfumando a vida de cada um

domingo, 4 de fevereiro de 2024

na veia da cidade em pleno meio dia

 

corre a seiva que se concretiza

nos campos de concreto

o fruto que surgira no futuro

 

em sangue etílico pulsa

a argamassa das vozes

presa aos tijolos da vida

terra e nos aços dos prédios

vazios sinistros e sombrios

onde a alma rotineira

é presa no dia a dia

nosso de cada dia

 

bebo tua alegria fugidia

cuja amizade fortalecida

em anos de convivência

rascunhando palavras

palavras de sentidos diversos

de transformação

do ser em ser

o próprio ser

de cada dia

 

o sol rasga apressados

passos transformando

no asfalto preto da existência

poucos verdes a embelezar

a fria vida de honoríficos sonhos

empurrando a felicidade

que sorri iludida

no dia a dia nosso

de cada dia

sábado, 3 de fevereiro de 2024

não cultuo o passado

 

o passado é história

 

busco no presente

a vida nos filigranas

do sol que se expande

em colorido espasmo

de alegria ao toque

da tua carícia

 

fecho os olhos

abro a alma

sinto tua pele nua

teu perfume natural

que me toca de leve

na bruma da noite

 

como o perfume

da rosa na hora

da morte natural

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

não preciso muito

 

só preciso de palavras

que busco

no emaranhado dos sentimentos

depositado no fundo da alma

onde acrescento

uma gota de paixão

uma gota de lembrança

que com o copo

de suco de dores

relembro nosso amor

ao rever o filme

intitulado: saudades.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

não se preocupe com isto

 

muito menos com aquilo

 

se preocupe com você

com o que você sente

com o quem te ama

 

o resto é conseqüência

da sua própria felicidade

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...