Ahahahah! Desculpem começar esse
bom dia com risada, mas só rindo mesmo. Não, não é aquele programa do Multishow
não, Só rindo, não nada disso. Não sei o que estava pensando ontem, onde eu
estava com a cabeça, nas nuvens talvez, não sei qual foi a causa, stress,
cansaço, se a mente estava longe, se matutava na resposta do Anderson por ter
feito um poema dedicado à ele, não sei, simplesmente não sei.
Tentei rebobinar a mente, mas não
descobri a causa, só sei que quando percebi cai na risada. A Camila ainda me
perguntou:
- Você vai ao médico. Respondi:
- Que médico nada, cheguei hoje
vinte para as oito, portanto nada mais justo sair dez para cinco, não acha?
E também a turma de gozadores nem
se manifestaram com as costumeiras exclamações:
- Já vai?
- É cedo.
- Folgado, ta pensando o que?
Se tivessem se manifestado eu
teria percebido.
Olhei o relógio pendurado acima
da porta do banheiro, dez para cinco, peguei minhas coisas e sai.
Tomando o ônibus no Tatuapé olhei
no meu relógio de pulso, ultimo tipo, de marca, daqueles que se compra por dez
reais, era cinco horas e cinco minutos. Pensei:
- Essa porcaria já acabou a
bateria? Também pudera dez reais você queria o que? Um rolex?
O tempo estava escuro, ameaçando
chuva. Quando desci em frente de casa chovia temporal. Abri correndo o portão,
abri a porta de casa e entrei. Quando olhei o rádio-relógio, não acreditei.
Marcava cinco horas e vinte minutos. Nossa! Cai na gargalhada.
- Que merda! Sai dez para as
quatro e não dez para cinco. Por isso que a Camila perguntou se eu ia ao
médico. Que mico! Ainda bem que há o horário flexível, banco de horas e tudo
mais. Bom, espero que o Marcão, meu supervisor entenda que foi impensado, que
não fiz de sacanagem. Agora a semana que vem tenho que sair todos os dias às
cinco horas para compensar essa uma hora. Que saco! Cabeça de vento fica
pensando na morte da bezerra e faz o que não deve. Bom o que está feito, está
feito, bola pra frente que atrás vem gente, não é?