sábado, 31 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.541(2020)

         

            Então? É isso. Ou aquilo. E aquilo poderia ser isso, não é? Mas se aquilo não é isso, o que é aquilo? Posso afirmar que são duas coisas completamente diferentes. Penso que não posso afirmar, porque qual o critério que eu tenho para afirmar que isso é aquilo ou, aquilo é isso ou se são diferentes? Não tenho critério nenhum, isto porque, meus conhecimentos, creio que devo dizer sentimentos são parcos, não tem consistência de chegar a esse ponto de discussão filosófica sobre isso ou aquilo, até mesmo aquilo ou isso, entende! Como sairei desse impasse? Presumo que não tem saída. Ficarei eternamente com esse impasse sem uma solução plausível. Merda de filosofia barata. O que eu posso afirmar com uma convicção absoluta é que: te amo.

            É isso... ou, não é?

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.540(2020)

        

            Seguir em frente que atrás vem gente. E seguimos, por que não? Somos fortes, não temos que mostrar fraquezas, e mesmo que mostramos isso seria uma demonstração de força, pois aquele que deixa os sentimentos aflorarem sabe que toda força está contida nos sentimentos. Assim expressamos e recebemos os sentimentos que merecemos. É um ir e vir. Você expressa e recebe o que expressou de volta. Se você está alegre, receberá de volta alegria. Se está amando receberá amor. Causa e efeito. Envia e recebe o que enviou. Mas que é foda expressar vinte e quatro horas de alegria é.

            É... ou, não é?

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.539(2020)

        

            Escrevi. Apaguei. Fechei o facebook. E pensei alto:

            — E agora.

            E ouvi a voz de Dona Ruly respondendo;

            — Cagá na mão e joga fora.

            Essa era Dona Ruly cheia de máximas.

            — Mãe to com fome!

            — Vai na rua mata um homem tira o saco dele e come.

            Por muito tempo fiquei sem entender essa, ir na rua matar um homem! Agora depois de velho é que entendi.

            — Antes só do que mal acompanhado.

            Essa segui bem que até hoje estou só, e por ouro lado meu pai não parava em emprego nenhum, o máximo que ficava era um ano, um ano meio, assim vivíamos como cigano, morando um ano em cada cidade, um ano em cada escola, era foda. Mas tudo bem...

            — ... vamos seguir em frente que atrás vem gente.

            É ... ou, não é?

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.538(2020)

          

            Não tenho nada a dizer. Ou tenho? E se tenho, como dizer o que tenho para dizer? Merda! Sempre fui ruim em dizer o que tenho para dizer. Não saber expressar o que se tem para dizer é um inferno dos infernos se é que existe inferno dos infernos. Como... as Valquírias, Cavalgadas das Valquírias de Richard Vagner, usada muito bem por Copola no filme Apocalypse Now, é de arrepiar até os mais sensíveis.

            É isso... ou, não é?

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.537(2020)

         

            Sono zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz sono zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

            É isso ...zzzzzzzzzzzzz, ou, não é zzzzzz

 

Pastorelli

11.09.2020

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.536(2020)

        

            Pois bem, te amo sim, e talvez muito, isto porque não deixo de pensar em você fazendo isso ou aquilo, em você aqui ao meu lado, morando comigo, dormindo comigo, portanto vivendo vinte e quatros no mesmo teto, absurdo, sim é verdade, a saudade as vezes me consola ao lembrar dos beijos, dos carinhos, do aconchego, da troca de ideias e muitas outras coisas que não tivemos, no entanto lhe digo: sou agradecido por te conhecer, por te cruzado o meu caminho...

            É isso... ou, não é.

 

domingo, 25 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.535(2020)

          

            Cerco-me de palavras, aliás sou preso por palavras cujo significado não seja aqueles que elas são, mas pelos significados ocultos dos seus caracteres, e, nesses significados encontro-me sempre ao teu lado. Sei que não me vê, mas talvez sinta a minha presença num arrepio, num balançar de folhas ao sabor do vento, ou por algum motivo inexplicado te aconteça algo estranho, e, nesse algo estranho seja eu me permitindo que me note ao teu lado. Esquisito? Não há nada de esquisito quanto se ama. Ridículo? Até pode ser, pois pessoas que amam escrevem cartas e agem ridiculamente.

            É isso... ou, não é?

sábado, 24 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.534(2020)

           

            Vivo persistindo nos barulhos da manhã e por todo o dia até que a morte nos separe.

            É isso... ou, não é?

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.533(2020)

         

           

Sonhos, devaneios, invisíveis rodeiam no dia calmo de uma manhã ensolarada onde nada deflagra o tudo que há em mim.

Sombras, reflexos, sons que me dizem do dia que surgiu violento na calma do meu ser.

            Serei mais uma vez levado a ter a tua ausência em meus movimentos direcionados a você.

            Assim somos cada uma a sua maneira tendo esse amor solidificando nossas existências.

            É isso... ou, não é?

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.532(2020)

        

            O sol bate forte no reflexo que provoca na porta de alumínio. Sons interagem com falatório alto e tudo me diz que passarei mais um dia na ausência de você.

            É isso... ou, não é?

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.531(2020)

      

            E nessa desorientação caço cada partícula que de você possa vir até a mim. Assim a vida me passa a orientação de que devo vive-la da forma que sou por você orientado, da forma que de você sinto-a plena e resistente batendo contra a parede do meu sentir. E vou, vou porque a esperança é uma meta, talvez, frágil que, no entanto, me faz ser forte dentro da sua capacidade de me sentir em direção a você. Sei, eu sei que não devo alimentá-la, mas se não o fizer serei tragado pela desilusão em tê-lo na fragilidade do meu ser.

            É isso... ou, não é?

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.530(2020)

        

            Todos os dia há uma explosão silenciosa que me destrói, me joga contra a parede, me entorta como contorcionista, arranca pedaços espalhados pela casa, depois tenho o maior trabalho para me conectar de novo em ser eu mesmo sem qualquer intervenção. Coisa difícil de se fazer, porque você está presente na ausência de você e, então, meio que deformado vivo o dia a dia incompleto ouvindo o som oco da vida levando-me ao infinito de ser apenas um humano que ama desorientado e tresloucado.

            É isso... ou, não é?

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.529(2020)

        

            Escorre letras cheias do vazio de você pelas paredes da memória onde são guardadas lembranças que, às vezes, tenciono esquecer. No entanto não faço, pois, é delas que crio o meu dia a dia concreto na busca de me fortalecer. É delas que me alimento lentamente na rapidez dos sentimentos. É delas que sacio a sede de você. É delas que trago tua presença ao meu lado e, é delas que me faço viver na felicidade em amar você.

            É... ou, não é?

domingo, 18 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.528(2020)

         

            Pois é, mesmo distante tenho você ao meu lado. Será que nessa distância provocada pela pandemia posso me considerar ao teu lado? Não sei se quero saber a resposta, o importante é que você está em algum lugar nessa grande metrópole, agora, se está pensando em mim como estou pensando em você é oura história.

            É isso... ou, não é?

sábado, 17 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.527(2020)

          

            Contente rapaz, estou contente, contente por saber que você está em algum lugar dessa grande cidade, contente por te amar e saber que vivemos na esperança de sermos o infinito de nos dois, de saber da felicidade que me foi conhece-lo naquela noite agradável, de saber do teu sorriso, de saber do teu carinho, de saber que estávamos construindo um mundo só nosso, apesar de estarmos distante, de saber que essa distância não matou nossa querência de querer um ao outro, e, assim, posso proclamar a minha felicidade em tê-lo, mesmo que distante, ao meu lado.

            É isso... ou, não é?

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.526(2020)

       

                        Quarta feira clara, fria, com promessa de sol.

                        Esse amor que chega a explodir as veias é que me faz seguir adiante. Que me faz acreditar no dia e na noite. Que me faz alegrar com coisas pequenas, singelas e as vezes bobas. Esse amor insuportavelmente dolorido de belo me preenche de alegria e esperança em ter você ao meu lado.

                        É isso... ou, não é?

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.525(2020)

   

                        Segunda fria mal aparece o sol, ainda é cedo para o astro rei surgir com sua cara redonda e amarela.

                        Que palavras usarei hoje para preencher essa tela de merda? As de sempre, as costumeiras, as mais usadas, nada de voos literários que você não tem capacidade para tanto. Certo, posso não ter essa capacidade, mas por outro lado tenho a certeza de que um dia tal capacidade pode ser burilada, aparada e, assim, surgir, num passe de mágica, aos olhos dos leitores, se houver, palavras que espero ele possa ler. E assim vamos, dia após dia, na labuta literária nosso de todo mês.

                        É isso... ou, não é?

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.524(2020)

          

                        Domingo de um sol ameno que começa se impor e expulsar o frio.

                        A formiga maior que o leão e o elefante, foge com medo de ser esmagada. Seu subconsciente lhe diz que eles são os predadores, eles que são a força destruidora a esmagá-la, mesmo que seja ela maior que os dois, portanto seu instinto diz para fugir. E por sua vez o leão e o elefante na sua pequenez ainda não percebida, avança para cima da formiga, porque sabem que ela está abaixo deles na cadeia alimentar, não percebem o tamanho dela. Assim, ficam por vários minutos nesse embate, até que num estalo os três percebem o absurdo e a história se inverte. A formiga passa a persegui-los e eles, o leão e o elefante fogem desesperadamente. Cansados desabam no chão arenoso e se entregam ao destino. A formiga chega perto deles, com seu ferrão pica um pedaço da carne do leão e engole, faz uma cara feia e cospe o pedaço da carne do leão, em seguida pica um pedaço da carne do elefante, faz uma cara feia e cospe a carne do elefante. Entediada, olha para os dois apavorados e aplica um piparote lançando-os longe e vai embora. O leão e o elefante olham um para o outro e começam a dançar, até que ao verem o absurdo da situação, param de dançar e uma vai para a esquerda e outro vai para direita.

                        É isso... ou, não é

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.523(2020)

         

                        Chove, frio de dez graus, deve ser né. O gato sobe pelas paredes atrás da lagartixa que desesperada foge, se esconde no vão da porta. O felino talvez, com fome, com a pata de unhas cortantes, raspa a porta na vã tentativa. Nisso, a lagartixa corre para fora e não vê um pé enorme e é esmagada sem dó e piedade. Ao mesmo tempo, as nuvens se escurecem, um vento açoita o quintal, a enorme árvore pende para um lado, e torrencialmente cai água dos céus. O pé gigante corre para dentro da casa e depara com o gato faminto miando desesperadamente.

            É isso...ou, não é?

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.522(2020)

         

                        O mundo afunda na voragem do frio a invadir a musculatura concreta dos corpos adormecidos. Acordem corpos, acordem para a nova era de incertezas viral fantasmagoricamente esvaziando as ruas. Saibam do novo mundo surgindo entre as trevas de nuvens grotesca poluentes de larvas e ovoides prontos a nascerem. Esse não é mais o lugar de vocês, esse não é mais a cidade de vocês, esse não mais o país de vocês, esse não é mais o mundo de vocês. Acordem seus palermas, nova era, nova vida surgirá a partir de vocês. Acordem que o sofrimento e as dores serão inevitáveis.

                        É isso aí... ou, não é?

sábado, 10 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.521(2020)

          

                        Palavras escritas formuladas pensadas ditas nos escombros da memória.

                        Que merda!

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.520(2020)

        

            Frio, chuva, dia úmido, gela os pés, os ossos da memória o cérebro para. Para. Parado.

            É isso... ou, não é?

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.519(2020)

          

            Sou uma bomba prestes a explodir. Uma bomba de angústia, ansiedade, dúvidas e poucas perguntas. Pior é que sei de tudo isso e quase nada faço. Talvez faço, mas psicologicamente me analiso e constato que estou sempre à espera de um ato quase cinematográfico, isto é, sou uma merda de sonhador, e numa análise mais profunda já tive meu momento cinematográfico, não um, mas vários e o que você fez, nada deixou passar, deixou se perder no emaranhado dos acontecimentos e agora fica se lamentando por ter perdido esses momentos. Merda! Sai dessa, faça novos momentos cinematográficos porra, ou como diz o professor Hélio Couto: solte, deixe as coisas acontecerem normalmente. Valeu...

            É isso... ou, não é?

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.518(2020)

        

            Chove. Com isso a dinâmica do dia torna-se lenta, quase parando. Na madrugada acordei com uma tosse de estourar o cérebro seguida de uma azia

Insuportável. Tomei uns bons goles de água. Consegui chegar a essa manhã onde constatei que seria um domingo chato. Ok, tudo bem, chuva é necessário, mas detesto, principalmente se há precisão em sair. Quero sol, prefiro sol, amo sol...

            É isso... ou, não é?

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.517(2020)

       

            A escuridão da noite aos poucos vai sendo tomado pela claridade da manhã. Cinzenta sacode a porta da sala anunciando chuva nos volteios do vento. Vento que balança as folhas das plantas e num tilintar estremece os longos pinos do mensageiro de vento.

            Retiro um fio de cabelo enroscado nos meus dedos.

            Nesses momentos tem-se a impressão de que a distância entre as pessoas aumentaram.

            É isso... ou, não é?

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.516(2020)

          

            Viajo parado nas águas da imensidão musical. Sigo a canção sem ritmo, não posso ficar parado, tenho que fazer acontecer, quem faz a hora não espera o acontecer. Surfo nas ondas da consciência divina que permeia tudo e retiro do nada a emoção e em algum lugar pousarei o corpo nos braços do amor que me acalentará por toda a eternidade.

            É isso... ou, não é?

domingo, 4 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.515(2020)

        

            “Como é bom sofrer de um amor impossível”, diz um personagem do livro Baudolino, de Humberto Eco.

            Todo amor é um sofrer principalmente o não correspondido. Talvez, se a pessoa se voltar para si, para dentro de si veria que mesmo amando e não sendo amado não há o sofrer, isto porque, se amar a si mesmo não haverá o sofrer e muito menos o não correspondido. Certo? Então deixemos de sofrer, deixemos de nos preocuparmos se somos ou não correspondido, não acham. Aí o meu “eu” olha para mim e solta uma das dele:

            — Hipócrita! Vive sofrendo por um amor que nem lhe dá bola, que não liga e nem manda mensagem para saber como está...

            Dou um grito e mando calar a boca e ríspido digo:

            — Cale a boca senão te encho de porrada.

            O meu “eu” se cala pelo resto do dia.

            É isso... ou, não é?

sábado, 3 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.514(2020)

         

            Olhei minha pele ansiosa e me propus coletar a consciência do sentimento nos beijos e nas caricias que trocávamos.

            É isso... ou, não é?

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.513(2020)

        

            Ao te encontrar foi como se tivesse perdido a minha própria vida, entende. E você deve saber que basta uma nada para mudar tudo e, esse nada estava, naquele momento se concretizando, se mobilizando ao mudar o rumo dos meus sentimentos. E como mudou tudo! Logico, ali te olhando a me olhar com olhar doce e meigo isso não foi concretizado, tempo depois que a minha pele branca impura sentiu saudades da sua morena pura e adocicada.

            É isso... ou, não é?

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.512(2020)

         

            Frio, frio, frio, frio que merda! Oh! Casa fria do caralho... bem, mais um dia em que meus dedos se movimentam nessas teclas pretas e transmite para esta porra de tela meus pensamentos. Pois é, pensamentos que se transforma em escrita legível. Para que? Pergunta o meu eu abelhudo que não sabe ficar quieto e, sou obrigado a responder. Quem for ler saberá o que se passou comigo neste dia e não me pergunte mais nada, quieto seu abelhudo. Não, não por favor, não vou mais te responder, eu sei, deveria escrever sobre o que me dói, no entanto hoje não quero. Devo manter-me um pouco a distância para que a mente se centralize no equilíbrio de nós dois onde a vida não é nada, onde a paz de viver nos aconchegue neste puto frio.

            É isso... ou, não é?

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...