Das folhas caindo
No chão do jardim
Lembro
Quando disse
Vou embora
Desse mundo
Não faço
Mais parte
E vazio o quarto
Ficou na saudade
Guardando a camisola
No leito abandonada
Onde o amor
Nunca foi desfeito
Mas sempre será lembrada
Das folhas caindo
No chão do jardim
Lembro
Quando disse
Vou embora
Desse mundo
Não faço
Mais parte
E vazio o quarto
Ficou na saudade
Guardando a camisola
No leito abandonada
Onde o amor
Nunca foi desfeito
Mas sempre será lembrada
Concretizam
Movimentos
Na consumista veia
Onde jorra o sangue
Vermelho amarelo asiático
Corroendo o tempo
De insignificância
Individualista
Cujo desamor realista
Solidifica
Nas frenéticas veias
O destino
Pulsando
No dia-a-dia
A vida realista
Em teu corpo sedoso e nu
Que sem medo do perigo
Vive dividido entre
A ousadia
E a covardia
Onde a banalidade
Beija as mentiras
Da vida
Prostitui-se na
Rua de desilusão
Palavras prisioneiras
Quebram minha
Liberdade no aço
Frio da ilusão
Trilhei mil aventuras
Dos perigos
Às vezes desviei
Das armadilhas
Às vezes cai
Mas da nossa
Amiga morte
Sei que
Não escaparei
caço como se fosse
a
primeira caçada
miro
na sombra
não
acerto ninguém
extasiado
entre putos viados
lésbicas
e prostitutas
fico
excitado
no
cinco contra um
à
noite eterna criança
desfilam
xuxas e geanechines
como
vampiros sexuais
que
ao som da felação
felizes
transam nos chats
e
orkuts sexo saudável
e
seguro na fria noite
de
solitários
Dos teus olhos
A amplidão verde
Abrange o medo
De não sentir
Da vida o medo
Ao meu toque
Teu corpo se abre
Ampliando o desejo
De não sentir medo
Dedilho
Teus pelos
Num único
Acorde criando
A música
Do nosso
Corpo sem medo
Do desejo
Cada homem faz sua história
Onde no brilho dos faróis
Brota a esperança
Rola no vento o sal da pele
E as lágrimas cinza escorrem
A vida sem determinação
Lavando os pés sem chão
Cada homem tem sua história
Traz no peito sua glória
Cada um vive como quer
A tua trajetória
Os passos sinuosos
Procuram aventura
Para aplacar
A solidão
Tendo na palavra
A muda escrita
E na voz muda
A escrita falada
Em cada canto
Da cidade revelada
não tenho
Nada a dizer
Não hoje
Que o sol
De silicone
Explode seios
Por toda
A cidade
Não, não tenho
Nada a dizer
Talvez amanhã
Quando o cotovelo
Duro e seco raspe
O pulôver peludo
Do michê
Nas esquinas
Não, não tenho
Nada a dizer
Quando a apresentação
Do político
Transforma-se
Em farsa encoberto
Por dizeres enganosos
Não, não tenho
Nada a dizer
Aos meninos
Da fome
Nos faróis escalando
Com suas peripécias
Uns poucos trocados
Para o sustento
Da vida
Não, não tenho
Nada a dizer
Aos mandões
Das guerras
Que decidem destinos
Enclausurando
Em torres
De cristais
Quando inocentes
Morrem por acreditar
Na paz
Não, não tenho
Nada a dizer
Ao ver o mar
De plástico
Matando peixes
Baleias e tartarugas
Na praia dos homens
Que se dizem
Civilizados
Brilha teu sorriso
De satisfação
Na conta bancaria
Cresce a minha
Falsa felicidade
Pulsa a mecanizada vida
Há em cada esquina
Uma virgem desprotegida
Que se entrega
Por dinheiro
Paixão amor não existe
O amor não inflama
Seu coração
E onde no olhar
Arde o fogo
Da felicidade
Mora a chama
Da saudade
Dos meus passos
Onde
meu peito aflito
Ouve
os reclames
Que
num grito
Não
deixa
Que
eu
Esqueça
você
rodeado de tranqueiras
penso
que tesouro deverei jogar
quando
descubro que não existe
tesouro
quando não se tem
mais
sonhos para se sonhar
A criança chora
O sangue fétido
Da humanidade
Em cada esquina
A vida é assassina
Trilha caminho
Lançando sua sina
A cada taça de vinho
E no escuro tétrico
A carne se amofina
Ao sorrir do verme
Que deliciosamente
Banqueteia-se em surdina
está a
vida presa ao presente
Se precisei fazer o que fiz, é
que fui além do que poderia ter feito e não fiz.
Não me arrependo, pois nunca me
preparo para enfrentar a luta diária
Não tenho condição suficiente
para amar sem me sentir derrotado
E em cada beijo não ofertado repouso meu fardo mal alimentado
Corro pela rua aflito
Tropeço no agito
Sou levado de roldão
Pela enfurecida multidão
Digo um tremendo palavrão
Sou preso pelo policiar de plantão
Durmo uma noite na prisão
Nunca mais quero ouvir teu grito
Tão aflito
No agito
Do meu coração
Desempenho
Papel ingrato
Cujo drama
Recria em cada ato
Um personagem
Ao contrário
Do que eu faço
Sindéticos corpos
Entre cimentos
Entre ciumentos
De ferro
E semáforos alcoólicos
Onde nos bares vazios
Impera medos nostálgicos
Da corrosiva vida
Sem mistérios
Os meus passos é um traço
Que passa ao redor
Dos edifícios perdendo-me
Na imensidão do nada
No amor não há fala
Apenas sussurros
Para que se possa escutar
A voz da pessoa amada
Nestas palavras
Não há enganos
Apenas certezas
Onde procuro
A liberdade
Da morte
Nada me parece estranho.
Gozo das delicias flutuando no espaço do teu corpo.
Viajo no som da guitarra distorcendo o espaço tempo.
Fecho os olhos, entre mim e você surge à sombra da morte.
Acho engraçadas as estrelas brilhando no céu banhando teu
corpo.
Entenda o tempo.
Temos todo o tempo somente.
Temos um tempo só nosso de todos os dias.
É um tempo de palavras ferindo nossa carne num sentido
único.
É um tempo de palavras que atravessa o muro que nos prende
Ao dia-a-dia nosso solitário de cada um
dedilha sentimentos estruturados nas fibras do coração onde com você, compomos, nota a nota, a sinfonia vida que se justifica no olhar dos metálicos faróis iluminando nossos passos diante da janela fechada como uma dose de uísque que lá fora o som da saudade se extingue nas pálpebras da canção se extinguindo..
Ontem
Foi enterrado
No cemitério Vida
Meu coração
Na sua pequena
Extensa existência
Intensamente
Viveu eternamente
A saudade
Da tua ausência
Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...