A vó e os netos.
A
criançada correndo, entram na cozinha em alvoroço.
— Vó, Vó.
— O que foi?
— Engoli um carroço de laranja.
— Ih agora vai nascer um pé de laranja na sua barriga.
Os primos começam a caçoar dele numa só voz.
— Vai nascer um pé de laranja na barriga dele.
— Vai nada, diz ele com raiva.
Virando-se para a Avó diz numa voz chorosa:
— Vó eles estão caçoando de mim.
— Revide, ora bolas, não deixe.
Eles saem da cozinha na maior gritaria fugindo do primo que quer pegar eles. Como sendo o mais fraco de todos, não conseguindo o seu intento, toma de uma pedra e arremessa em direção a eles sem apontar em um especificamente. A pedra vence a distância que os separa e a esmo acerta a testa de um que entra na cozinha chorando.
— Vó, ele atirou a pedra em mim e me acertou.
— Bem feito, quem mandou caçoar dele.
— Está sangrando, vó?
— Está nada, quando casa sara.
Virando-se para o infrator lança sua voz de bronca feroz:
— Bobo.
— Bobo é ...
— Que isso menino, nada de xingar um ao outro. Venham aqui, os dois.
Os briguentos se aproximam da vó.
— Vamos, pedem desculpas um ao outro, vamos.
— Mas, vó foi ele que começou.
— Não fui eu nada, foi ele.
— Parem, berra a vó alterando a voz. Não me interessa quem começou com a briga. Pedem desculpas um ao outro.
Cabeça meio baixa sem olhar um para outro, dizem:
— Desculpe, dizem.
— Muito bem, agora se abracem.
— Mas vó...
— Nada de vó, vamos se abracem, que isso, onde já se viu primos brigarem.
E a contra gosto, os dois meninos se abraçam meios desajeitados. E o que levou a pedrada diz no ouvido do primo infrator:
— Bobo.
O infrator aproveitando a proximidade dá uma tremenda mordida na orelha do primo e sai correndo.
— Vó ele me mordeu, grita e sai correndo atrás do primo.
Depois de muita correria, ele alcança o primo e o joga no chão rolando os dois tentando com golpes fazer com que um ou outro fique preso e com isso, peça arrego.
— Pede água.
— Não peço.
E a luta continua, um tentando deixar o outro preso no chão até pedir água. E por fim, cansados, um se entrega, e os dois rolam um ao lado do outro.
— Bobo.
— Idiota.
Dali a pouco ouvem uma voz gritar:
— Vamos brincar de queimada.
Um olha para o outro e dizem ao mesmo tempo.
— Vamos.
Se levantam correndo em direção do primo que os chamou.
— Vó, Vó.
— O que foi?
— Engoli um carroço de laranja.
— Ih agora vai nascer um pé de laranja na sua barriga.
Os primos começam a caçoar dele numa só voz.
— Vai nascer um pé de laranja na barriga dele.
— Vai nada, diz ele com raiva.
Virando-se para a Avó diz numa voz chorosa:
— Vó eles estão caçoando de mim.
— Revide, ora bolas, não deixe.
Eles saem da cozinha na maior gritaria fugindo do primo que quer pegar eles. Como sendo o mais fraco de todos, não conseguindo o seu intento, toma de uma pedra e arremessa em direção a eles sem apontar em um especificamente. A pedra vence a distância que os separa e a esmo acerta a testa de um que entra na cozinha chorando.
— Vó, ele atirou a pedra em mim e me acertou.
— Bem feito, quem mandou caçoar dele.
— Está sangrando, vó?
— Está nada, quando casa sara.
Virando-se para o infrator lança sua voz de bronca feroz:
— Bobo.
— Bobo é ...
— Que isso menino, nada de xingar um ao outro. Venham aqui, os dois.
Os briguentos se aproximam da vó.
— Vamos, pedem desculpas um ao outro, vamos.
— Mas, vó foi ele que começou.
— Não fui eu nada, foi ele.
— Parem, berra a vó alterando a voz. Não me interessa quem começou com a briga. Pedem desculpas um ao outro.
Cabeça meio baixa sem olhar um para outro, dizem:
— Desculpe, dizem.
— Muito bem, agora se abracem.
— Mas vó...
— Nada de vó, vamos se abracem, que isso, onde já se viu primos brigarem.
E a contra gosto, os dois meninos se abraçam meios desajeitados. E o que levou a pedrada diz no ouvido do primo infrator:
— Bobo.
O infrator aproveitando a proximidade dá uma tremenda mordida na orelha do primo e sai correndo.
— Vó ele me mordeu, grita e sai correndo atrás do primo.
Depois de muita correria, ele alcança o primo e o joga no chão rolando os dois tentando com golpes fazer com que um ou outro fique preso e com isso, peça arrego.
— Pede água.
— Não peço.
E a luta continua, um tentando deixar o outro preso no chão até pedir água. E por fim, cansados, um se entrega, e os dois rolam um ao lado do outro.
— Bobo.
— Idiota.
Dali a pouco ouvem uma voz gritar:
— Vamos brincar de queimada.
Um olha para o outro e dizem ao mesmo tempo.
— Vamos.
Se levantam correndo em direção do primo que os chamou.
Esse
trecho da minha infância surgiu na minha cabeça ao chupar a laranja e o caroço
escorregar para a pia e ir direto para o ralo.
— Ih agora vai nascer um pé de laranja na barriga da pia.
Ao que ela me diz com cara zangada.
— Besta, pia não tem barriga.
— Falando sozinho, diz meu eu.
— Não com a pia.
— Pirou de vez.
— Você não a viu falando comigo.
— Escuta, acaba com isso logo e vamos desenhar que hoje não desenhamos ainda.
— Ok, já vamos, está bem.
E assim, acabo de chupar a laranja, lavo as mãos, jogo um beijo para a pia que me sorri.
— Bobo, ouço ela me dizer.
E vou para a sala desenhar um pouco.
— Ih agora vai nascer um pé de laranja na barriga da pia.
Ao que ela me diz com cara zangada.
— Besta, pia não tem barriga.
— Falando sozinho, diz meu eu.
— Não com a pia.
— Pirou de vez.
— Você não a viu falando comigo.
— Escuta, acaba com isso logo e vamos desenhar que hoje não desenhamos ainda.
— Ok, já vamos, está bem.
E assim, acabo de chupar a laranja, lavo as mãos, jogo um beijo para a pia que me sorri.
— Bobo, ouço ela me dizer.
E vou para a sala desenhar um pouco.