Lecimar como vai? Vou bem, obrigado. Você não está estranhando nada? Deveria, por quê? É que você... Fui criada, que não existo, que sou uma imaginação sua? Sim. Tudo bem, sem grilo, sei que não posso ter uma vida só minha, que estou ligado a você, que nós somos dois e ao mesmo tempo somos um, é isso? Sim, pensei que fosse do seu desagrado, que não gostasse. Olha, pombinho... Pombinho!? Sim, Pombinho, para mim você será sempre meu pombinho... Espera, vamos com calma, isso está muito gay... Ora, não me venha com preconceito. Não, não é preconceito, é ridículo, é esquisito. Ah! você conversar com você mesmo não é ridículo e nem esquisito e muito menos gay, não é? Espera não vamos nos exaltarmos, ok? Não estou exaltado, é você que não compreende. Compreender o que? Ora, bolas, vê se presta mais atenção no que fala e propõem. E o que eu falei e propus? De criar uma pessoa personagem que não fosse responder o que você gostaria de ouvir. É mesmo, e essa pessoa personagem é você, Lecimar? Sim, sou eu, até que me sai bem, não acha? Acho, desculpe não ter percebido, mas saiu melhor que a encomenda, prazer Lecimar. Prazer...? Pastor Elli. Prazer Pastor Elli, vamos ter longas e agradáveis conversas. Assim espero.
É isso... ou, não é?