sábado, 30 de setembro de 2023

trago na língua

 

a palavra que me diz

 

amo-te, oh! língua portuguesa

 

quero ter sempre em meu seio

a portuguesa língua

que sempre me alimentou

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Três doces jovens conversavam no ônibus.

 Três doces jovens conversavam animadas enquanto o ônibus no seu trajeto nos levava aos nossos destinos. Uma loira sorridente, uma nissei magra e uma morena conversadeira.

- Ontem disse para o meu namorado que quero presente no dia das crianças. -  disse a loira.

- Ué! Você não está namorando o Robson? – perguntou a nissei.

- Você não sabia? Faz quinze dias...

- Pensei que fosse ficante.

- Também falei para o meu pai que quero presente no dia das crianças. – falou a morena.

- Eu também pedi presente para o meu. – disse a loira.

- E o que ele respondeu. – falou a morena.

- Para quem tem treze anos e beija na boca já não é mais criança. – respondeu a loira.

- Se ferrou. E o que você disse? – perguntou a nissei.

- Tive que ficar quieta, não tinha nada para falar para ele, não é? – falou a loira.

Junto com uma moça, talvez com seus vinte e poucos anos, sentada ao meu lado, rimos ou melhor sorrimos ao ouvir as meninas conversando.

- Essa juventude... disse ela para mim.

- Ficam velhas antes do tempo. – respondi.

- Com treze anos ainda brincava de boneca.

- É elas não sabem o que estão perdendo. Paciência.

- Não sabem mesmo.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Tribunal

 O ocorrido foi em 2000.


O réu: morador de rua, 29 anos, amasiado com uma moradora de rua, tendo com ela duas filhas, engraxate, carroceiro, vivia embriagado a maior parte do dia, ele e o amigo, quase sempre juntos, às vezes passava uns tempos na casa da mãe.

Sua versão: o amigo chegou um dia dizendo que queria furar um, estava com uma faca tipo serra na mão, e foi para cima dele, dizendo: vou furar um hoje, o réu para se defender, tirou a faca da mão do amigo, mesmo assim continuo sendo agredido, pegou um facão que estava no chão da casa abandonada em que eles passavam a maior parte do tempo, e desferiu vários golpes no amigo, atingindo-o na cabeça, no braço, no peito. Vendo o amigo caído, jogou o facão no chão e foi embora. O amigo foi atendido logo, porque uns meninos o encontraram e chamaram a polícia. O réu estava preso fazia seis meses, portando fora preso esse ano. Isso porque ele foi ao Poupa Tempo retirar um documento e foi preso lá. E ele só estava preso porque confessou o crime. Depois que o amigo saiu do hospital, foi na casa dele onde conversaram se perdoando um ao outro durante um almoço.

Um detalhe: nesse dia estavam os dois, ele e o amigo, super embriagados.
A versão da vítima: a vítima chegando ao local viu um desconhecido mexendo nas suas coisas, foi para cima do intruso que estava roubando-o. Embriagado o desconhecido facilmente lhe tomou a faca tipo serra da mão passando a golpeá-lo com um facão. Depois disso não se lembra de mais nada. Foi acordar no hospital onde, por causa da interrupção instantânea do álcool, teve delírios trêmulos várias vezes. Saindo do hospital fora procurar o amigo, sabendo por ele o que ocorrera e, prometendo ao réu, retirar a queixa. A vítima só foi ouvida em dois mil e um. Tempo depois veio a falecer atropelado por um ônibus, por estar totalmente embriagado.
Os advogados: os advogados da acusação, como tanto o da defesa, não tiveram muito trabalho. O da acusação assim mesmo fez uma bela preleção social levantando a bola da justiça, pois só ela é que dava assistência a pessoas como a que estava naquele momento sendo julgado. Falou bem, não bonito. No final entendia que o caso não tinha muito que pretender e, esperava que a justiça condenasse o réu pelo tempo de um a cinco anos. O réu sendo primário poderia ainda ter a regalia que a lei estipulava.

O advogado de defesa também viu que aquele caso era simples demais, portanto se apegou na falta de provas, pois nem testemunha tinha porque ninguém viu o que ocorrera, os depoimentos que constavam do processo, eram apenas dos policiais e dos enfermeiros. Pedia a inocência pelo fato do réu ser primário e pela dúvida que havia do que realmente ocorrerá, pois estando os dois totalmente bêbados, não se podia confiar nos depoimentos deles.

Finalizando: o réu deveria cumprir pena de um ano de prisão liberdade.

Enquanto ouvia os advogados, pensava: isso daria um belo conto.

terça-feira, 26 de setembro de 2023

um murro no ar

 ao mundo gritou

love  love  love

 

e o mundo

a ele respondeu

love  love  love

 

assim com habilidade

nos pés ele

 

fez-se rei

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Uma cena no metrô.

 Entraram no carro falando alto, gesticulando, com seus cabelos espetados e duros, calças largas com o cós da cueca aparecendo, mostravam a alegria que a juventude depositou neles.

Entraram por duas portas e se juntaram conversando assuntos corriqueiros.
Com suas calças largas, colares de contas, uns atravessados, outros apenas pendurados no pescoço denotavam despreocupação com qualquer coisa.
Em pé, encostado na porta, com o olhar sério, vestindo jeans, camiseta por baixo da blusa aberta, com seus bíceps de academia, entrara na mesma estação que eu, observava os rapazes,

Em frente ao banco cinza, estava uma senhora, baixa, já de idade, talvez com seus cinqüentas anos, miúda, feições sérias, parecia se aborrecer com a alegria dos rapazes.

Ao lado dela se portando com tremenda delicadeza, um rapaz magro, moreno, também de jeans meio desbotada, de pernas cruzadas, com as mãos postas uma em cima da outra no joelho, também observava com os olhos sem virar a cabeça o grupo descontraído.

- Alo, cambio, Juliano onde você está, responde, disse um deles num intercomunicador.
  - Desligue isso, vai acabar com a bateria, falou outro dos rapazes sentando ao meu lado.

Nisso a porta do trem abriu e entrou um casal com crianças no colo.

O que estava ao meu lado se levantou para a mulher com a criança no colo sentar.
Uma hora soltaram um dito espirituoso e percebi que fora endereçado ao rapaz  sentado ao lado da senhora.

O que não foi notado, ou o rapaz não percebeu ou não deu bola, pois deveria já ter passado por momentos iguais a esse.

Levantei-me, pois estávamos chegando à Estação Sé e, ao meu lado a senhora resmungou para que eu ouvisse:

- Que barbaridade! Como pode um pai deixar seu filho se vestir dessa maneira, andar como se fosse mulher. São todos depravados, bagunceiros. Que perdição.
E desceu do metrô. Atrás dela também desci. E não entendi o do porque de sua revolta, se é que era revolta.

Parei na plataforma e olhei para os rapazes, o que estava encostado na porta, os que estavam em pé com sua alegria e, o que estava delicadamente, sentado. Todos eles continuaram viagem e todos olharam para mim como se dissessem:
 - A vida é para ser vivida como cada um quer, sem se importar com o que possam dizer

Sorri mentalmente e concordei.

domingo, 24 de setembro de 2023

Uma cena noturna.

 Presenciar um atropelamento não é nada agradável.

Ainda não presenciei um, isto é, até quarta-feira passada. Mas não considero um atropelamento na amplitude que a palavra sugere. O que não deixa de ser um atropelamento. Foi uma cena nada boa para ser vista.

Tinha saído da academia e estava no ponto do ônibus quando o carro bateu de lado nele e jogou-o ao chão. Foi uma batida de raspão, porém de conseqüência mortal. Pois como caiu ele ficou. Nem se mexeu. O carro creio, daria tempo de frear ou desviar. Não sei por que carga dáguas não fez nada disso. Ele também, indeciso, ficou naquele de atravessar ou voltar acabou sendo atropelado.

A rua é uma ladeira não muito íngreme. É o começo da rua, onde os motoristas aproveitavam para dar embalo e subirem a ladeira do Cangaiba e conseguirem subir o viaduto que passa por cima do Tiquatira. A prefeitura colocou perto do Terminal de ônibus da Penha um radar para evitar os abusos. No entanto assim que passam pelo radar, os caras pisam fundo.

O motorista do carro preto não estava correndo exageradamente, o que não se explica o do porque ter atropelado, talvez estivesse distraído ou conversando, vai se saber. O pior foi que logo depois passou um micro ônibus por cima do coitado arrastando-o mais para frente. No momento não pensei em nada, minha mente ficou em branco, acho que foi o único instante em que não pensei em nada. Logo da passagem do micro ônibus foi que me veio à mente:

- Pronto, agora ele vai ficar aí jogado, os veículos vão passar por cima dele até que vire uma massa de carne, ossos e pelos amassados no asfalto.

Duas moças que estavam comigo no ponto do ônibus e que presenciaram também a cena, tiveram pena e puxaram pelo rabo o pobre coitado colocando-o na calçada.

Agora, talvez em algum lugar dessa imensa cidade, haverá uma menina triste que não verá mais o seu cachorro de estimação, fazendo com que seus pais saiam à procura dele. 

sábado, 23 de setembro de 2023

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Uma história correu

  pelo mundo do seu corpo deflorando seus costumes.

 

Aconchegou-se no canto da sua voz e dormiu um sono sossegado.

 

Sonhou.

Sonhou com um mundo diferente onde tudo valia nada e o nada continuava valendo o mesmo nada de sempre.

 

Sonhou.

Sonhou com os olhos da amada acariciando-a docemente ao som da noite estrelada.

 

Sonhou.

Sonhou com os lábios sedentos beijando-a levemente até o nascer do sol.

 

Sonhou.

Sonhou com a história que ele em teu corpo deixou para sempre

 

Hoje vive lembrando os momentos que não voltam mais.

 

Hoje vive apenas alimentando a saudade.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Vejo teu olhar rasgando

  o ambiente num solo de guitarra.

 

Meus olhos choram lágrimas secas de melodia triste.

 

Deposito no fundo do copo a esperança em tê-la novamente.

 

Saio do bar flutuando no acorde da canção e beijo as estrelas que iluminam a poça de água.

 

Meus pés quebram a harmonia dos meus sonhos.

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

VIRGEM EM ASCENDENTE

Por Carlos Eduardo Savasini Ferreira

 
       Osvaldo Pastorelli
 
 
Luzes tijolos
Amenidades
Parede abstrata
Passantes
Cruzam vidas
Atenuantes
Versos buscam prosas
Colóquio
Discurso heróico
Ao pé do ouvido
Ah ... que assunto erótico
Língua no lóbulo do ouvido
Saturno em Áries, Libra
Gêmeos de faces, sorrisos
Lábios virginais
Abrem-se aos
Prazeres divinais.
 

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Viva Portugal! Viva! – uma cena podre de um surrealismo fútil.

 

Chegando em casa, como sempre faz, ligou o aparelho de som, colocou o cd de Mahler, a Sinfonia número três, e no último volume se preparou para tomar o seu banho.  Passava a camisa ao mesmo tempo saboreando um bom vinho que abrira naquele momento, quando ela entrou em casa, como sempre, achando-se dona da situação.
Ele, pouco se importou com a chegada dela, continuou passando a camisa e degustando o delicioso vinho e se embriagando com a bela música de Mahler. 
Nisso, saindo do quarto, ela liga a tv no futebol, seleção brasileira, esses pernas de paus endinheirados, com a seleção de Portugal, bem alto.
O engraçado é que ela se achando a dona de tudo nem lhe perguntou se podia ou não assistir a merda do futebol, sem mais e nem menos, ligou a tv e ficou assistindo os pernetas que só joga por dinheiro perder para Portugal. Bem feito. Viva Portugal.
Ele acabou de passar a camisa, pegou suas roupas e a toalha, aumentou o volume do som e, entrou no banheiro para tomar banho. Saindo vinte minutos depois, a tv continuava ligada, agora na novela das seis, coisa que ela nunca ligou e o som inebriante de Mahler. 
E assim ficou por mais de duas horas, ele querendo ouvir Malher, e ela com a tv ligada.
Até que com certa raiva, aumentou quase no último o som, voltou à faixa que apreciava e ouviu nitidamente toda a complexidade bonita da música.
Dando-se por contente, desligou o som, retirou o cd, guardou-o na caixinha junto com os outros, passou por ela sentada no sofá demonstrando que não se preocupava um pingo com ela.
Viva Portugal, parabéns.

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

vivo na fome voraz dos vermes

 corroendo a carne da cidade

onde o sangue lava a Paulista

de vermelho azul e amarelo

 

em cada semáforo

a vida vale um limão

domingo, 17 de setembro de 2023

Você caminha ao infinito

 dos sentimentos querendo se suicidar nos portais da imbecilidade humana.

Navega seu cansaço nos sombrios cantos dos rios rasgando o decalque de estrutura metálica ecoando ao bater no chão de concreto.

A lágrima escorre umedecendo a face da lua artificial refletida nos vitrais da humanidade apodrecida.

O manto da noite encobre o corpo que se estende ao longo da avenida silenciosa realizando assim, mais uma rotina de vida na cidade adormecida.

sábado, 16 de setembro de 2023

Vou ao mar

 colher as ondas de pequenas gotas de saudades.

Fujo das armadilhas rápido como peixe foge da maldita rede.

E na lentidão do tempo me entrego aos prazeres da minha paixão.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Todos os dias

 

Todos os dias fazemos as mesmas coisas e ao colocarmos a coleira no pescoço e ficarmos oito horas, preso nesse canil, não quer dizer que seja uma luta para a sobrevivência, mas sim, é um desgarrado culto para alimentar o consumismo.

Onde as repetições dos mesmos atos, dos mesmos pensamentos, das mesmas conversas fúteis cheias de futricagem moldam monstros alimentadores dos oprimidos em esquinas da fome e da ambulante morte.

Mas sendo nós parte dessa engrenagem mundial, raramente podemos escapar do seu mecanismo e assim, queremos ou não, cultuamos o ídolo consumista no altar da hipocrisia glorificando nossa mecânica vida.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

A forma expande

 as linhas imaginárias delimitando os olhos à matéria fria.

As moléculas perfuram a sensibilidade criativa ferindo de beleza a vida.

A concretude de esfinge sinuosa que permanecera no espaço tempo da matéria vida.

terça-feira, 12 de setembro de 2023

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

A morte revelada

 No caixão de madeira

Ressaltou a duvida

Quando o rebento

Num conflito

Surtou deixando-o

Como estátua

Foi então

Que se imaginou

Como criança

Cheia de ingenuidade

Cheia de mistérios

Claro sem revelar seu sexo

Propôs conquistar

O mundo ao tomar gardenal

Onde viu o eclipse da lua

Caindo na solidão

Sem pensar no tempo

Consultou o caleidoscópio

Revelando a ele

A beleza da vida

domingo, 10 de setembro de 2023

A música invade espaços

 do corpo em movimentos sonoros.

 

As pernas traçam volteios no ritmo sentimental.

 

Os parceiros percorrem o salão graciosos distribuindo harmonia e alegria.

 

No canto com seu copo solitário ouve-se o tilintar da paixão desencontrada.

 

- Garçom, mais uma garrafa de vinho, faz favor.

 

E outra vez mais a música invade os espaços do corpo na dança solitário de si mesmo.

sábado, 9 de setembro de 2023

A noite acaricia

 No embalo do sono

Nossos braços enlaçados

 

Lava nossa paixão

O rio que brilha

Dos teus olhos negros

 

Consola-me tua voz

Envolvendo nossos corpos

Numa só correnteza

 

E como raio misterioso

Unimos nosso amor

Ao brilho das estrelas

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

A poesia é retângulos

 De palavras que concretizam

Na existência do ser

 

O poema lambe invisível

Contornos da carne

Em delírios dos passos

Cadenciados na paz

Dos gritos esfacelados

 

A poesia se sucede

Em espasmos lingüísticos

Ao sabor da vida palavra

Que translúcida

Estampa a carência

Dos sonhos não concretizados

 

O poema adormece

Aconchegam-se os dedos

À espera de palavras

Que em retângulos

Concretize um novo ser

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

A sirene avisa

A batalha se inflama

Preparando o ataque

 

Não ligarei os motores

Não removerei os freios

Não determinarei a velocidade

 

Pode até ser tarde

 

Não correrei em disputa

Não rolarei no chão

Não girarei meu corpo

 

E também não mergulharei no espaço

 

Apenas viverei intensamente

Os segundos em teus braços

Gozarei de todos os prazeres

E nas ondas suaves

Do teu corpo

Descansarei minha alma

Cansada 

terça-feira, 5 de setembro de 2023

A tarde se debruça sobre a vida

 Tudo corre translúcido na avenida

Nisso, ouve-se um grito

Um corre-corre aflito

Mais uma namorada

Que cometeu o suicídio

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

A vida canta

 A morte da flor

Esquecida no canto

Do jardim

 

Onde o pássaro

Já não canta

Mais o canto

Da vida

domingo, 3 de setembro de 2023

A vida certeza não me dá

 a única certeza que ela me dá

é a morte certa

 

procuro com o elixir

da juventude me iludir

prolongando a vida

de tédio pecaminoso

 

onde caminho por labirinto

de emoção e sentimento perigoso

sábado, 2 de setembro de 2023

A vida

 

A vida são passos

Pisando na claridade

Do sol

 

Instantes marcados

Nas sombras dos edifícios

Da alma humana

Olhares que se olham

Na casualidade

Entre desafio e caça

Ao cruzar

Na escada rolante

 

É grito mudo

De indigente dormindo

Ao relento da paz

Da avenida

 

É ir e vir

De nós mesmos

Perdidos de emoções

Caçando amores

E sexo de esperança

Em cada caneca

De chope saboreado

Com sofreguidão

 

A vida sou eu que escrevo

A vida é você que me lê

 

É um tudo insuportável

É um nada inesquecível

 

A vida...

São passos

Que me levam

Ao desconhecido

Que há em você

Dentro de mim

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Acreditei no ar

 que você respira

 

acreditei no caminhar

que você caminhava

 

acreditei na morte

companheira eterna

que me persegue

a vida inteira

 

só não acreditei

viver a vida

sem você

como minha

eterna companheira

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...