segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.570(2020)

             Rindo. Por que está rindo? Da nossa conversa de ontem, desculpe a minha problemática aflitiva e vitimista. Tudo bem. Acho que devemos pensar em assuntos que possa expandir nossa consciência. Também concordo. Então, como podemos fazer isso. Isso o que? Caralho, não ouviu o que eu disse? Sim, ouvi... Então pare de babaquice. Certo, mas como faremos? Poderíamos discutir um assunto. Que assunto? Sei lá. O que acha de criarmos contos? É uma boa. E quando começamos? Amanhã começamos. Ok, combinado. Combinado então.

            É isso ...ou, não é?

domingo, 29 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.569(2020)

             Então é isso. Isso o que? Bem a situação. Que situação? Caralho esse modo de escrever, essa maneira de imprimir palavras aleatória nessa tela de merda sem saber se leem ou não, sem saber que o que eu faço é o certo ou errado, sem saber se irão acreditar ou não no que escrevo, no que digo e no que não digo, essa bosta é apenas exercício literário, são pequenos esboços para, talvez, um conto, um poema, não é para levarem a sério o que lerem, sabia... Ih! Dormiu com a bunda descoberta, é? Vai lamber sabão e não me enche o saco. Ei, vamos com calma, ok, não tenho culpa da tua problemática aflitiva e afetiva e vitimista, sou apenas o seu inconsciente, o seu outro eu que quer apenas viver numa boa essa porra de vida, entendeu ó meu. Escuta, olha o que lhe digo:

            — Vamos tomar café, está bem?

            — Vamos, é melhor mesmo.

            — Tim tim.

            É isso... ou, não é?

sábado, 28 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.568(2020)

            Meus leitores, se é que tenho, devem me achar louco. Por quê? Por estar conversando com você. E isso é sinal de loucura? Falar consigo próprio? Não sei, acho que não. E por que se importar com o que os outros vão dizer? Sei que vai dizer. O que? Que não devo me importar com a opinião dos outros. É isso mesmo. Mas sabe por mais que digo, até com você, acho até que com todos, pelo menos a maioria, conheço alguns que não se importam mesmo, mas a maioria se importa sim. Essas pessoas que se importam são fracas, não tem opinião próprias, medrosas, são quase como diz aquele ditado:

            — Maria vai com as outras.

            Não sou maria vai com as outras não. Não é, e, no entanto, se importa com a opinião dos outros. É, mas você deve saber e, está cansando de saber, que há coisas que para mim possa parecer simples, aceitável, e para os outros não é, principalmente para os familiares. Entendo, devo entender não é, pois somos um só. Droga!

            É isso... ou, não é?

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.567(2020)

         

            Então, quer dizer que Waldo de Los Rios se suicidou! Pois é, eu não sabia. E isso te abalou? Olha, não sei, surpreso, é fiquei surpreso. Por quê? Tenho um LP, Sinfonias, muito bom por sinal, onde ele apresenta com roupagens novas várias sinfonias e, uma entre todas elas, não conhecia a Sinfonia do Novo Mundo de Devorak, é uma versão criativa onde ele tira a sisudez que a música clássica apresenta ou, pelo menos sentimos que seja, e traz mais apresentável, mais popular sem ser brega, pois tem algumas versões que nem vale a pena ouvir, mas ele não, apesar dessa, vamos dizer, versão pop dos clássicos, a classitude continua, ou seja, o clássico está presente, entende. Entendo, e como descobriu que ele se suicidou depois de quarenta e três anos depois. Pois é, como te disse, tenho esse LP e ouvia sempre, quase todos os dias, até minha mãe gostava e ela sempre dizia:

            — De novo! Muda o disco.

            E eu respondia:

            — Esse disco é para se ouvir sempre.

            — Tudo bem, concordo, mas as vezes cansa.

            E nem lembro porque o do porquê comprei ele. E depois de quarenta e três depois, vasculhando a net para baixar músicas que é a minha diversão atual, não sei se você sabe, sou apaixonado por música é que vi um vídeo falando sobre o seu suicídio, foi assim que descobri. Sei, e isso o deixou como? Bem, surpreso, só isso surpreso. Ok valeu, obrigado. Eu que agradeço.

            E assim meu “eu” se deu por satisfeito por um bom tempo.

            É isso... ou, não é?

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.566(2020)

          

            Todos os dias escrever mesmo que seja uma palavra, uma letra, uma bobagem, escrever todos os dias. É o que faço. E os latidos dos cachorros invade a música e me prende na beira dos acontecimentos planejados e não planejados. Vozes se faz ouvir ao bater de alguma porta. A música impera, não para, não pode parar, ouço todos os dias, é o meu alimento. No silencio de seus acordes me encontro comigo mesmo e viajo nas entrelinhas do pensamento que me leva a viajar a lugares desconhecidos a procura... estou procurando? O que? Não sei, nem sabia que estava procurando alguma coisa! O que será? Eca... argh! A vida é uma eterna procura... vixe...

            É isso... ou, não é?

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.565(2020)

        

            Uma nostalgia me invadiu ao abrir a porta. Coloquei a chave na fechadura e ao sentir a quentura de quase dois dias fechadas, a casa me abraçou agradecida pela minha volta. Não sei o porquê e nem do porque meus olhos se encheram de lágrimas e por uns quinze minutos parado no meio da sala, recebi todo o afago das paredes e dos objetos, agradecendo o acolhimento, abri as janelas, liguei o som e me pus a dançar demonstrando assim a alegria da volta, a alegria de tê-la me recebido calorosamente e, grato sou a ela mesmo que não me pertença, mas grato sou.

            É isso... ou, não é?   

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.564(2020)

         

            Então... escrever e viver ou escrever para viver ou, ainda, viver para escrever, não, apenas sei o que não sei e por isso vou escrevendo e vivendo se é escrever para viver ou viver para escrever não me interessa ou  o que me interessa é saber o que não sei e por isso estou escrevendo conduzido pela necessidade de escrever todos os dias mesmo que seja merda como é essa que agora escrevo e que espero você leia e se não ler não importa porque o que me importa é esses dedos longos de pianista pressionarem essas merdas pretas do teclado... então... merda...

            É isso... ou, n~dssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss........ 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.563(2020)

          

            Pronto, e agora o que você vai fazer? Foi o que perguntou o meu eu que vinha esses dias sorumbático. Olhei para mim mesmo sem preocupação, livre da espontaneidade da angústia e, num gesto vagaroso comecei a digitar essas palavras. Não gostei, palavras tortas, medíocres, surgindo na mente sem preocupação de serem apenas palavras e, não palavras com ação, com conteúdo cujos caracteres colocadas uma ao lado da outra possa proporcionar prazer ao leitor e fazê-lo ler por um determinado tempo agradável sem que tenha um bocejo e o obrigue a interromper a leitura. Tenho os olhos marejados por bocejar, vou passar água no rosto.

            É isso... ou, não é?

domingo, 22 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.562(2020)

         

            Foi então que tomei uma decisão. Eliminei do meu dicionário as palavras “porque” e “nunca”. Com isso a coisa ficou um pouco melhor, mas continuava na vitimização, principalmente os fins de semana que era obrigado a ficar em casa, nessa época raramente eu saia, a não ser, para ir ao bar me embriagar. Não via solução, ficava muito mal e no fundo do poço ficaria se não mudasse minhas atitudes, me livrasse da vitimização. Cheguei até em suicidar. Uma noite peguei a garrafa de álcool, deitei-me na cama, abri a garrafa e comecei a despejar álcool em volta menos em mim e quando eu ia riscar o fosforo me chamaram no portão. Fui salvo se é que posso dizer dessa maneira. O quarto ficou muito tempo com cheiro de álcool mesmo abrindo as janelas. 

            É isso... ou, não é?

sábado, 21 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.561(2020)

         

            Bem, se as sextas-feiras eram piores, imagina os feriados prolongados em que o pessoal levavam a mala para o serviço para irem direto viajar, e no metrô, bando de jovens com suas mochilas e alegria na expectativa de passarem três ou quatro dias na boa, apenas se divertindo, era terrível, eu entrava naquelas de:

            — Puta merda, todo mundo vai viajar menos eu, tenho que ficar preso as convenções sociais, preso nesse mundo de merda, pensava, não via alternativa, era reclamação em cima de reclamação,

            Caralho, bateu uma soneira, to fechando o olho direto, não vou conseguir a continuar escrevendo, que merda, zzzzzzzzzzzzzzzzzz

            É isso... ou, não é?

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.560(2020)

           

            É foi isso sim, mas o pior eram as sextas feiras, o pessoal saia do serviço e iam para o hapy hour, me convidavam, algumas vezes aceitava o convite e ia com eles, mas me sentia estranho, não me conectava com a conversa, uma vez ou outra falava algumas bobagens, no entanto sabia que meu lugar não era ali com eles bebendo e trocando palavras inúteis, talvez por toda a minha infância e adolescência sempre fui sozinho, não tinha um amigo de escola, ou um amigo vizinho, não me adequava a estar em companhia do pessoal, não tinha nada com eles, gostava do pessoal, é que não me sentia atraído a estar com eles, entende, e depois descobri, que eu não me entregava totalmente a estar com eles, não me soltava, ficava preocupado com o horário de ir embora, de perder o metro, essas coisas, como deveria agir, como deveria fazer isso ou aquilo, então preferia ficar só e com isso, as sextas percorria os bares na expectativa de acontecer alguma aventura, conhecer alguém, ser arrastado para algum quarto de algum hotel barato, entende, mas ai tinha um outro problema...

            É isso... ou, não é?

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.559(2020)

         

            Então... continuando... essa bola... pare, é minha barriga, não é uma bola qualquer que você joga de um lado para o outro, chuta, esmurra, não, por favor, mais respeito é uma volumosa ridícula de uma barriga, a minha, ok, como consegui esse volume estrondoso, acho que no final dos anos oitenta e começo dos anos noventa, os anos duros da minha vida, em que vivia vinte e quatro horas em depressão, vinte e quatro horas me lamentando, sentindo pena de mim mesmo, não conseguia ver outra coisa, nem a luz no final do túnel, me vitimava constantemente, reclamava, xingava, odiava, me entreguei ao álcool a ponto de todos os dias ao sair do serviço passava na lanchonete e tomava uma pinga e uma cerveja, chegando no meu bairro parava no bar e tomava mais uma pinga e uma ou duas cerveja, entrava em casa trançando as pernas, dançando mais que vedete do Chacrinha, não queria ver ninguém, tomava um banho, comia alguma coisa quando tinha e cama, e no dia seguinte a mesma coisa...

            É isso... ou, não é

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.558(2020)

         

            Quero contar uma história. Minha história. Uma parte da minha vida. A mais fascinante. Aquele momento cinematográfico sabe. Por onde começarei? Como começarei? Não sei. Pelo final? Isto é, os dias de hoje e rebobinando até chegar no início? Talvez.

            Olho o reflexo no espelho e me vejo a bola que se transformou minha barriga. Enorme, feia, ridícula. Você tem que se sentir satisfeito como você é, tem que se aceitar como você é. É o que profetizam os filósofos alquimistas quânticos de auto ajuda. Ser como você é. Tudo bem, me aceito como sou, concordo, aceito a velhice, meu rosto bonito enrugado, com olheiras, meus cabelos brancos e bonitos, minha feição fechada, meu egocentrismo, minha timidez mórbida, sim, me aceito como sou. Será? Ah! aceito até a retirada da próstata me atrofiando sexualmente se é que me entende, só não aceito, melhor dizendo, não consigo aceitar é essa bola descomunal que se tornou minha barriga. Bem... por enquanto...

            É isso... ou, não é?

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.557(2020)

 Diário de um sentir – Caderno número 7.557(2020)

 

           

            A agitação aumentava ao passar dos minutos. Era um falar aqui, outro ali, uma voz sobressaia acima das outras, os garçons iam e vinham na pressa de agradar aos fregueses, garrafas e copos se elevavam sobre as cabeças num frenesi alucinado. Já estava a mais de uma hora a espera. Nunca me importei de esperar o tempo que fosse, contanto que viesse e, você surge na porta do bar correndo os olhos a minha procura. Levanto a mão e ao me ver se dirigi a minha mesa passando pelo mar de pessoas. Me levanto e te cumprimento com um abraço e um beijo. Depois, num afetuoso carinho beijo o topo da tua cabeça.

            — Hum, delícia, está salgado.

              Claro, vim quase correndo, estou suado.

            Em seguida nos sentamos e por horas a fio ficamos conversando, trocando figurinhas, falando amenidades, nunca tocamos no assunto do eu preciso de você, você precisa de mim, nunca dissemos:

            — Te amo.

            É isso... ou, não é?

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.556(2020)

          

            Caramba. Ontem tentei demonstrar que não há raiva no que digo e nem nas minhas atitudes e não tenho raiva de ninguém, terminei o post de uma forma raivosa. É isso o que dá querer se fazer entender, quanto mais se explica mais se complica, mais se faz desentender. Portanto, vamos viver o que tenho de viver e nada de se explicar, nada de se fazer entender, nada de nada. Eu sou eu, eu sou amor, eu sou compreensão, eu sou a paz, eu posso, e eu sou a vida correndo em minhas veias. Eu sou eu único e poderoso.

            É isso... ou, não é?

domingo, 15 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.555(2020)

         

            E nessa liberdade tenho a convicção que as pessoas irão criticar meu post de ontem dizendo:

            — Quanta raiva no seu coração!

            — Para que tanta raiva.

            — O mundo é bonito e a vida é bela.

            E outras porcarias. Entendam que o que eu disse não foi carregado de raiva nenhuma, é apenas uma constatação do que me acontece ou do que me aconteceu, isto porque, as palavras, apesar de terem consciência e sentimentos, elas não tem essa pecha de raiva, elas não trazem dentro de si a raiva, o ódio, ou que for, elas tem a positividade de dizerem apenas o que elas dizem conforme a pessoa for digitando, entende. Elas são o que são caracteres carregadas de sentimentos positivos apenas, portanto o que foi postado ontem não foi com raiva nenhuma e não tenho que dar explicações do que digito ou não digito, ninguém tem nada a ver com minhas atitudes.

            É isso... ou, não é?

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.554(2020)

         

            Livre. Estou livre. Me conscientizei ontem a noite que estou livre. Não me preocuparei com nada. Nem com amor, se sou ou não amado, com o que eu tenho que fazer, com dívidas coisa que nunca me preocupei mesmo, se vou ofender alguém com minhas atitudes, com se posso fazer isso ou aquilo, com o que podem dizer de minha pessoa, se sou aquilo ou isso, pouco estou me lixando, só não mando a merda porque sou educado, mas ao mundo e suas implicações gerais que vá a merda, foda-se o sistema, foda-se a humanidade, estou é livre.

            É isso... ou, não é?

            Eu me amo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.553(2020)

         

            Bem acho que entendi, ou talvez deva dizer caiu a ficha, não é. Portanto não vou mais dizer nada, soltei, não me preocuparei se devo ou não te amar, se devo me preocupar se me ama ou não, pode ficar sossegado essa é a última vez em que tocarei no assunto, isto porque ficar batendo na mesma tecla chegará um dia que ela se quebrará, e penso que ela já se  quebrou a séculos e eu que não percebi. Focalizarei em assuntos pertinentes que possam expandir minha consciência levando-me a sentir todo o sentimento do mundo e assim, cocriar algo benéfico em geral.

            É isso... ou, não é?

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.552(2020)

            

            Com sua voz doce, suave os Carpenters invade a manhã desse domingo ensolarado. Até que enfim calor. E só isso deveria me impulsionar a arrebentar o espaço que me envolve e cair no espaço que te envolve. Quero? Sim, quero, mas só eu querendo não resolve a situação, posso me jogar no teu espaço e se você se desviar me esborracharei no chão. E te garanto por muito tempo ficarei esborrachado sem mover um músculo sequer, entende.

            É isso... ou, não é.

            Te amo.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.551(2020)

           

            Merda! É necessário expressar as palavras adentrando no sentimento de que não as expressando, corro o risco de cair no silêncio das palavras não ditas e, assim ver tua figura sumindo no espaço das lembranças carregada no vento da saudade, e ... morrer sem ao menos ver-te mais uma vez mais. Merda!

            É isso... ou, não é?

            Te amo...

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.550(2020)

        

            E assim vou vivendo de sopa. Hoje sopa no almoço, amanhã sopa na janta. Assim caminha a humanidade centrada apenas numa pessoa: eu. Caminha, não pode ficar parada, estagnada pensativa em coisas que não lhe traz benefício nenhum... E a sopa lhe traz algum benefício? Claro que sim. Qual? Mata a minha fome. Mas não te sustenta. De uma maneira ou de outra claro que me sustenta, se não me sustentasse estaria... onde eu poderia estar? Ah! não quero saber. Pouco me importa onde estaria ou não estaria, o importante é que estou teclando essas merdas de palavras...

            Ah! ia me esquecendo: te amo.

            É isso... ou, não é?

domingo, 8 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.549(2020)

          

            Não chove. Está frio. Primavera com cara de inverno.

— Você não enjoa de sopa?

Perguntou minha Irmã. Não enjoo, pois estou sempre mudando os ingredientes, coloco macarrão, batata, cenoura, cebola, alho, óleo, sal, e outras vezes coloco sal, óleo, alho, cenoura, batata, macarrão, além do que como para viver e não vivo para comer. Quando trabalhava dizia isso para o pessoal, pois sempre almoçava no mesmo restaurante, raramente mudava e as vezes era sempre o mesmo prato, eles perguntavam:

            — Você não enjoa de comer no mesmo restaurante?

            Eu respondia:

            — Não, eu como para viver e não vivo para comer.

            Realmente, não ligava para comer pratos deliciosos, se a comida estava gostosa e bem feita, o que as vezes era difícil achar, para mim estava bom. E agora preciso variar ou incrementar, mas não deixarei a sopa. O fazer a comida não é nada, o ruim é limpar, lavar os trens, não é mesmo?

            É isso... ou, não é?

sábado, 7 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.548(2020)

         

            Não chove. Está frio, pelo menos dentro de casa. Lá fora tímido o sol tenta colocar as caras, penso que não conseguira, com isso quem sofre são as plantas, as suculentas nem tanto, pois com esse frio não vou mexer com água, não é mesmo. Quero renovar a terra de todos os vasos, podar a Rosa do deserto, colocar mais nutrientes, tenho-a mais de um ano e até agora não deu flor. E com esse tempo a internet cai a todo momento. Merda.

            É isso... ou, não é?

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.547(2020)

         

            Chove. Só chove. Como chove. Chove... cai a temperatura. Parece que tudo fica úmido, não se consegue fazer nada, aliás está aí uma coisa que não sei: nada, isto é, nadar. Gosto de praia, piscina, água e não sei nadar. Muito menos nas ondas eletromagnéticas, pois ainda não colapso a função de onda. Onde tudo tem consciência magnética, onde tudo é vibração, onde tudo é onda, não sei nadar, não sei colapsar a função de onde e, me pergunto se um dia conseguirei. Espero que sim. E o dia que conseguir a primeira coisa que vou colapsar é o teu amor. Não, inconscientemente eu sei que colapso a função de onda, mas quero conscientemente, entende.

            É isso... ou, não é?

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.546(2020)

        

            Me perdoe se nada deu certo entre nós.

            É isso...ou, não é?

 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.545(2020)

         

            Posso dizer mais coisas? Devo dizer? Ou não devo? Como saber o que devo ou não fazer? Tenho vontade e ao mesmo tempo acho que não devo. Peço ao universo um sinal se devo ou não dizer e acreditar que te amo. Talvez, meu pedido não está sendo sincero ou não estou pedindo da maneira correta, não sei, quem sabe já tenha me respondido e eu que não tenha percebido ou entendido, não é, oh! Como saber?

            É isso...ou, não é?

 

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.544(2020)

         

            Ah! merda! As palavras se jogam no mar revolto e somem nas ondas vibratória das paixões. Não corro atrás delas, já corri muito na tentativa de alcançá-las e com elas embelezar meus textos, hoje não faço mais isso, se elas querem ser fixadas aqui que venham até a mim, se não querem que fiquem onde estão e não me enchem o saco. Sim, eu sei, tem momentos que fico com o olhar vidrado no vazio a minha frente por faltas delas que na distância veem o meu dilema. Algumas ri da minha quietude serena, mas não sabem que aprendi a me soltar, portanto hoje ou amanhã elas estarão, contra a vontade ou não, satisfazendo o meu desejo. Certo? Te amo.

            É isso...ou, não é?

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.543(2020)

        

            Sete horas e quarenta e oito minutos. Dezoito de setembro de dois mil e vinte. Sei que devo fazer algo, no entanto esse algo não sei o que é, e se eu sei o que é não sei como deverei fazer, entende, concorda ou sem corda. Merda! Essa falta do que falar, do que expressar, esse travamento sentimental que transborda pelas bordas e não se concretiza em palavras. Devo consultar um psicólogo ou psiquiatra? Sempre pensei que deveria consultar um, mas... e esse negócio de que me acontecerá algo cinematográfico e que mudará minha vida!!!! No entanto esse algo cinematográfico já me aconteceu a trinta anos atrás, sim, e mudou minha vida? Não mudou porque não soube como deveria agir no momento. E agora... bem, agora ... a saudade daquela noite fica dilacerando ... ah! merda. Te amo.

            É isso... ou, não é?

domingo, 1 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.542(2020)

          

            Eu te amo. Te amo. Quantas vezes disse isso? Quantas vezes pronunciei essa frase? Um cem número de vezes infinitos, não é? E continuarei a dizer outras cem vezes de número infinitos até que surfando nas ondas eletromagnéticas chegue até você e volte a mim e num sussurro ao meu ouvido escuto: te amo.

            É isso... ou, não é?

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...