sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.486(2020)

         

            Perguntei ao Fael Vasc qual gravação da Elis Regina que ele mais gostava.

            — Pergunta difícil, me respondeu.

            Realmente, pergunta difícil. Elis não tem uma gravação sequer péssima ou ruim, talvez, algumas boas, ótimas ou excelentes. Essa variação de qualidade não é por sua interpretação, e sim, pela qualidade da música ou letras que nem sempre são excelentes. Em todas há a excelente interpretação da Elis, mesmo nos seus primeiros discos onde interpreta umas baladas sofríveis são boas. Mesmo em Alô, alô Marciano sua interpretação vai além da música e letra.

            — Escolho Atrás da porta, me disse.

            Ótima escolha. Música e letra onde Chico conseguiu transmitir um fim de relacionamento sofrido, dolorido. Talvez, ao escolher essa gravação lhe tenha vindo a mente o especial da Globo onde ela extrapola na interpretação chegando a chorar. Na informação de João Marcelo fazia pouco tempo da sua separação de Camargo Mariano e, ele estava na plateia a convite da cantora, portanto, um motivo para tamanha interpretação. Ao responder à pergunta de Fael qual seria a minha preferida eu disse:

            — Aos nossos pais.

            Apesar de gostar muito de Retrato em branco e preto, fico com essa gravação, pois, além de excelente interpretação a música e a letra são uma obra-prima.

            É isso... ou, não é?

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