Então,
quer dizer que Waldo de Los Rios se suicidou! Pois é, eu não sabia. E isso te
abalou? Olha, não sei, surpreso, é fiquei surpreso. Por quê? Tenho um LP,
Sinfonias, muito bom por sinal, onde ele apresenta com roupagens novas várias
sinfonias e, uma entre todas elas, não conhecia a Sinfonia do Novo Mundo de
Devorak, é uma versão criativa onde ele tira a sisudez que a música clássica
apresenta ou, pelo menos sentimos que seja, e traz mais apresentável, mais
popular sem ser brega, pois tem algumas versões que nem vale a pena ouvir, mas
ele não, apesar dessa, vamos dizer, versão pop dos clássicos, a classitude
continua, ou seja, o clássico está presente, entende. Entendo, e como descobriu
que ele se suicidou depois de quarenta e três anos depois. Pois é, como te disse,
tenho esse LP e ouvia sempre, quase todos os dias, até minha mãe gostava e ela
sempre dizia:
—
De novo! Muda o disco.
E
eu respondia:
—
Esse disco é para se ouvir sempre.
—
Tudo bem, concordo, mas as vezes cansa.
E
nem lembro porque o do porquê comprei ele. E depois de quarenta e três depois,
vasculhando a net para baixar músicas que é a minha diversão atual, não sei se
você sabe, sou apaixonado por música é que vi um vídeo falando sobre o seu
suicídio, foi assim que descobri. Sei, e isso o deixou como? Bem, surpreso, só
isso surpreso. Ok valeu, obrigado. Eu que agradeço.
E
assim meu “eu” se deu por satisfeito por um bom tempo.
É
isso... ou, não é?
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