Não
aprendi a esquecer. Preciso esquecer para achar o que busco. Como? O que eu
busco? A paz? Você? O amor? Preciso esquecer de mim. Preciso esquecer o que fui
e o que sou. Principalmente o que eu fiz e o que não fiz. E talvez, o mais
significativo, esquecer o passado, o presente e o futuro. O passado porque fui,
o presente porque sou e o futuro porque serei. Não me ensinaram a esquecer.
Esquecer e não sentir é como não viver e, nesse viver sem sentir me alimento do
teu silencio na esperança de eliminar o vazio. Dessa maneira poderei buscar a
paz. Buscando você esquecendo o que fomos uma para o outro não acharei a paz. É
preciso esquecer o dia, a hora, o momento em que nos conhecemos, os beijos, os
amores em hotéis baratos, as palavras ditas e não proferidas em sussurros
tímidos e envergonhados. A história, a nossa história permanecerá no mundo
akásico para o todo o sempre.
É
isso... ou, não é?
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