terça-feira, 31 de maio de 2022

Diário de um sentir – Caderno número 9.788(2022)

            

         Não aprendi a esquecer. Preciso esquecer para achar o que busco. Como? O que eu busco? A paz? Você? O amor? Preciso esquecer de mim. Preciso esquecer o que fui e o que sou. Principalmente o que eu fiz e o que não fiz. E talvez, o mais significativo, esquecer o passado, o presente e o futuro. O passado porque fui, o presente porque sou e o futuro porque serei. Não me ensinaram a esquecer. Esquecer e não sentir é como não viver e, nesse viver sem sentir me alimento do teu silencio na esperança de eliminar o vazio. Dessa maneira poderei buscar a paz. Buscando você esquecendo o que fomos uma para o outro não acharei a paz. É preciso esquecer o dia, a hora, o momento em que nos conhecemos, os beijos, os amores em hotéis baratos, as palavras ditas e não proferidas em sussurros tímidos e envergonhados. A história, a nossa história permanecerá no mundo akásico para o todo o sempre. 

         É isso... ou, não é?

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