Deslizou nas linhas das palavras.
Nos pigmentos borrados de tinta, adquiriu a essência da carne.
Nas letras cuidadosamente digitadas, conseguiu viver mais um pouco.
Nas curvas de cada letra deparou com novas descobertas.
A palavra surgiu na visão dos sentimentos tímidos.
Nos pontos, criou os instantes para reflexão.
E nas vírgulas, visualizou a oportunidade para continuar.
Aperfeiçoou-se sem cair no minimalismo perfeccionista.
Foi então que percebeu ter caído na prostituição da palavra.
Tornou-se amante da palavra e, por ela, era conduzido.
quarta-feira, 27 de julho de 2022
Palavra
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