domingo, 20 de novembro de 2022

Pequenas histórias 248

Sexta feira


Sexta mais uma vez.
Mais uma vez que se encerra o espetáculo semanal.
Mais uma vez que se expande a alegria pelo fim de semana.

Mais um fim de semana carregado de esperanças.
Mais um fim de semana que se concretizará realizações
Engrandecendo zumbis vazios de vidas fúteis.

A felicidade não está nas canções.
A felicidade não está nos gestos profissionais.
A felicidade não está nas vozes metralhando ferinas palavras.
A felicidade não está nos pratos escolhidos pelo sabor.

Encho meus olhos de tristeza na ausência de você.
Calo a voz no silêncio dos teus mudos passos.
Recolho os gestos na fugacidade das tuas mãos.
E ofereço meus lábios aos teus beijos não oferecidos.

Na cunilíngua não há espaço para palavras
Somente ejaculatórios gemidos de prazer concreto
No edifício de carne onde os andares se intumescem
Eleva-se a temperatura da penugem elétrica

E, no meia nove, as almas encontram o nirvana
Dos sexos a eclodir em explosões infindáveis
Saciando cansados corpos suados extasiados
Pelo prazer de sentir os corpos satisfeitos

Sexta feira.
Mais uma vez.
Mais uma vez recolho os pedaços
Da semana colando-os
Para enfrentar a semana
Que se inicia na segunda feira.

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