Com a areia da raiva e com os ferros do ódio edifico minha medíocre
performance na face eterna do tempo onde todos os instantes são meros
artifícios de se viver.
Registro meu destino no frustrado rosto que me parece indomável em
aceitar
os passos frágeis trilhando caminhos ao enfrentar a areia e os ferros.
Entre os escombros a alma se afrouxa no delírio em ser.
Nos olhos resplandece a alegria é uma orgíaca festa pobre.
Não fui convidado e por isso não percebi os acontecimentos.
Num golpe só cabeças rolaram num ritual cinematográfico
Implantado o medo, a sociedade burguesa cravou sua angustia nos homens
sem destinos.
As idéias como bolinhas de vidros, quebraram janelas revelando os
molambos
famintos, sedentos e porosos consumindo-se no craque infalível.
E entre eles, esperei o que achei deveria esperar.
Ou será que deixei passar e não percebi?
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