segunda-feira, 15 de maio de 2023

Pequenas histórias 74

  

Meus olhos pousam na estátua fria exposta no jardim do sentimento. Num pequeno relance visualizo sistematicamente toda a seqüência da criação da forma. A frieza não me fere mais do que a frieza do não sentir trespassando-me furiosamente. Firo-me à colher as migalhas do olhar a me enregelar de ódio meu peito em chama. Colho os frutos arenosos caídos no solo infértil pelo tempo apodrecido de não sentir-me mais como nos primeiros anos de convivência.Satisfaço-me em cada esquina onde o olhar da vida lanceta meus desejos em pequenos jatos de prazer. Prazer que delicia os poros encharcados de suor numa sofreguidão inesgotável, Adormeço nos braços fortes da angústia e solidão.

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