Nasce a cancerosa pele
Macerada pelas manhãs
Nos passos despreocupados
Da vida
A fome chora nos esgotos
Das bocas morrendo
De sede materna
Petrificada nos muros
Da ignorância servil
O sol desponta
No alicerce cinzento
Do asfalto iluminando
Prostitutas vendedoras
De prazeres sem vidas
A noite guarda segredos
Nos copos das esquinas
Ao fechar do último bar
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