Ontem comprei um DVD. Eu que dizia que não compraria um DVD de show, de
nenhum cantor porque acho que para se ver um DVD é preciso estar “vendo”
e não “ouvindo”, mas acontece que não resisti. Pelo preço: dezenove
reais, e segundo: por ser uma cantora fora de série que já existiu na face da
terra: Elis Regina.
É uma entrevista que ela concedeu à TV
Cultura no ano de 1973, em preto e branco, bem conduzido, dirigido por Fernando
Faro, onde a câmara faz quase sexo com o entrevistado, vasculha todos os cantos
em close, ora o rosto, ora um olho, ou detalhes da mão em gestos infindáveis,
enfim, um excelente DVD, com mais ou menos vinte canções, e as entrevistas,
tudo separado, você pode apenas ouvir as músicas, ou só as entrevistas, agora
não vi se é possível assistir na seqüência como foi apresentado o programa,
isso é entrevista intercalada pelas músicas, ontem só foi possível ouvir as
músicas, pois estava para começar o melhor seriado que a TV americana já
produziu: CIS. E como não queria perder o seriado, não vi o DVD como deve ser
visto uma obra prima.
Fora
esse DVD, achei outros bons. "Quem
tem medo de Virgínia Woolf", com Elizabeth Taylor e Richard Burton numa
interpretação fora de série, onde os dois e mais outro casal se destroem em
diálogos ferinos.
Tinha também "Blade Runner – o caçador de andróide", por
dezenove reais, mas não comprei, deixei para outra ocasião.
Há outro clássico, com Richard Burton e Jean Simonn e Victor Mature:
"O Manto Sagrado".
"Speed Race”, desenho muito cultuado nos idos anos 60, muito bom,
japonês, não perdia nenhum episódio.
"Anastácia", desenho sofrível, sobre a princesa Anastácia e
Rasputin.
Há outros que comprei, mas não lembro os nomes.
Para quem vivia dizendo: não comprava filme porque só se assisti uma vez
e depois o DVD fica enfeitando a estante, até que já tenho uma quantidade
razoável DVD...
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