domingo, 18 de agosto de 2024

Praça de alimentação.

  

Os riscos traçados pelas lajotas marcam figuras que perambulam seus mal traçados desenhos em desejos ávidos de abraços e beijos e alimentos, confundindo com o alarido de bocas que não se calam.


Luzes brilham a fome em anúncios gustativos de odores em disputa da melhor freguesia.

Poucos solitários bebem a solidão num copo de chope ou degustam a paz de estarem sozinhos consigo mesmo.


Palavras voam esparsas chegando até a mim enfraquecidas pelo burburinho geral.

Espocam risos, gargalhadas e lágrimas de saudades ou romances acabados que ricocheteiam nos pilares da praça de alimentação.


Impassíveis, os riscos traçados pelas lajotas refletem a angústia, medo e a dúvida de um amanhã que não sabemos como será.

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