Os riscos traçados pelas lajotas marcam figuras que perambulam seus mal
traçados desenhos em desejos ávidos de abraços e beijos e alimentos,
confundindo com o alarido de bocas que não se calam.
Luzes brilham a fome em anúncios
gustativos de odores em disputa da melhor freguesia.
Poucos solitários bebem a solidão num
copo de chope ou degustam a paz de estarem sozinhos consigo mesmo.
Palavras voam esparsas chegando até a
mim enfraquecidas pelo burburinho geral.
Espocam risos, gargalhadas e lágrimas
de saudades ou romances acabados que ricocheteiam nos pilares da praça de
alimentação.
Impassíveis, os riscos traçados pelas
lajotas refletem a angústia, medo e a dúvida de um amanhã que não sabemos como
será.
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