O sol bate nas esquinas do corpo
aquecendo as manhãs futuras e enterrando as manhãs passadas no esquecimento
solitário. A sombra aos poucos vai sendo delimitada em suas formas, uma magra,
outra comprida ou curta, massa disforme em constante transmudação, regendo a
continuidade da vida. Quando o sol se esconde à sombra avança criada por luzes
artificiais numa tentativa em expulsá-las, complementam ou aumentam a massa
sombria dos andarilhos solitários em sua busca ao nada sem terem noção da
existência de algo além deles mesmos.
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