domingo, 8 de dezembro de 2024

da janela vejo o mundo em movimento

 


vejo transeuntes com seus sofrimentos

vejo crianças maltrapilhas ao desalento

vejo mendigos ao relento

vejo a vida em evolução

da cidade doida alucinada

que não sabe dos seus filhos adoidados

 

ao longe o sol ilumina

a vida cinza de concreto

irisa a paisagem

num amplo risco

de luz amarelada

 

fecho a janela

desligo a televisão

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