Antes de mais nada prefiro
a música sempre música
ao vago e dissoluto ardor
da vida oca e vazia
Antes de mais nada
preciso despojar
a ambigüidade dos sons
tornando-o claro e puro
Ouvir com os olhos doce
como se fossem os olhos da amada
carregando toda a emoção
na sonoridade impulsiva
das notas envolventes
Antes de mais nada
da música quero o matiz
inebriante da sua cor
que me liga ao suave
toque de um piano
num adágio sustenido
Quero da música
a eloqüência pulsante
de um verso musical
espargindo-se ao vento
de uma manhã virginal
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