anunciam a primavera
em profusão de cores
ofertando aos campos
imensidão de odores
alegria das abelhas
que espalham o pólen
para a perpetuação
da espécie e da vida
preferida pelas apaixonadas
que maldosamente no jogo
do bem me quer e mal me quer
procuram saber se são amadas
no esconderijo da alma
perguntam em suplicio:
“serei eu amada?”
e pétalas uma a uma
são arrancadas
e se a última cair
no bem me quer
regozijam de felicidade
e se cair mal me quer
atiram longe despeitadas
a pobre flor coitada
pintam os campos
ornam os vasos
deliciam os olhares
e a cada estação
do ano embelezam
e dão mais vida
a vida
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