Vou me esquecer
Ouço teu rosto
Na escuridão dos sonhos
Vejo tua voz
Na calada da madrugada
Enquanto a urina quente
Bate na fria louça
Do vaso sanitário
Tua não presença
Me abraça
Me aconchega
À parede rustica do quarto
Não choro
Não mereço chorar
Já fui lobo
Que não soube caçar
Percorri noites fálicas
Para abraçar saudades trágicas
Trafego em infinitos
E longos traços
E durmo em braços
De virgens prostitutas
É melhor eu parar
E não me tornar
Poeta marcado
Para tanto
No Dédalos Bar
Vou me esquecer
Pastorelli
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