quinta-feira, 5 de dezembro de 2019


Sociedade.

Descobriram-se quimera. Bolaram um plano. Pequenos roubos. Nada de assassinatos. Mas um dia...
- Queiroz, ouviu o jornal da manhã?
- Ouvi.
- E o que me diz.
- Não era minha intenção...
- Porra, o que conversamos?
- Fui visto, não pude evitar.
- Tem que fugir.
- Como?
- Quem manda não pensar. O pior é que eles estão relacionando os casos e chegando à conclusão de que foram cometidos pela mesma pessoa, apesar do DNA diferentes. Toma, dinheiro para pagar o helicóptero, fuja, me viro aqui.
- Está bem, cuidado.
- Pode deixar. Se cuide também.
Marcos arrumou tudo para não levantar suspeita. Horas depois, bateram na porta. Eram dois policiais e o delegado.
- Onde está o seu amigo, o Queiroz?
- Por que estão atrás dele?
- Pelo assassinato do vigia.
- Assassinato!
- Não se faça de inocente. Sabemos que ele é uma quimera.
- Quimera?!
- Pessoa que tem dois tipos diferentes de DNA.
- Não o encontramos, delegado – disseram os policiais.
- Não sei como fugiu, mas vamos achá-lo onde ele...
Nisso o jornal televisivo anunciava a queda do helicóptero informando que, tanto Queiroz como o piloto, não sobreviveram.

****
Um ano depois, Marcos vendeu tudo e viajou.

******
Apesar do chapéu mexicano que não o protegia do sol, ele não parava de lavar o carro. Nisso ouviu buzina.
- Marcos!? O que faz aqui, não foi o que combinamos.
- Eu sei, me desculpe, não aquentei ficar preso.
- E esse foi o seu erro, Marcos.
Sobressaltados, viram o delegado se aproximando.
- Delegado!
- Sabe, o plano até que estava perfeito, o erro foi não suportar a angústia da solidão.
- Mas, como nos achou?
- Coloquei um localizador no teu carro, Marcos.
- Como não desconfiei.
- Outro erro.
- E o que vai fazer, delegado?
Perguntou Queiroz.
- Ainda não sei. Dependerá de vocês.
- Como assim, delegado?
- Se o Quimera voltar a agir serei obrigado a denunciá-lo...
- Garanto que não agirei mais, já temos o suficiente...
- Porque toda essa bondade, delegado.
Perguntou Marcos.
- Me aposentei, estou cansado de crimes, bandidos, roubos e, por outro lado, não sei por que, gostei de vocês e do plano que bolaram, quase me enganaram com esse acidente. Estava acreditando.
- E o que fez mudar de pensamento.
- Não sei, talvez intuição...
- E o que vai fazer?
- Ficar no meu canto e viver o que me resta.
- Fique com a gente.
- Não quero atrapalhar a vida de vocês.
- Então até a vista, delegado.
- Até a vista, rapazes.
E ao mesmo tempo que o delegado se afastava, a palavra: “The End” surgiu na imensa tela do cinema.

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