Treze horas e cinco minutos do dia vinte de
janeiro de dois mil e vinte. Penha. Plataforma do metrô. Não, não, ainda não é
o que pensei em fazer, quer dizer, o que o meu eu me propôs, ainda não é.
Aliás, isso até pode se dizer que seja uma prévia, um esboço coisa que não gosto
de fazer, então vamos dizer, um rascunho. Pois é. Estação com pouco movimento.
Ar abafado, prenuncio de chuva, quente, sem vento... é um vai e vem que não tem
fim, é um chegar ao destino... se necessário não sei... para alguns sim, para
outros não, e alguns nem tanto, para mim não penso em destino, penso em viver o
agora, aqui nesse instante. E, talvez nem para o rapaz sentado ao meu lado,
marreteiro, forte, saudável, vive de trem em trem, de vagão em vagão vendendo
suas porcarias que acabou de vender dois bombons para a moça sentada atrás de
mim. Treze horas e quinze minutos, bem vamos se locomover, se mexer. Texto
pobre... é estou enferrujado. Pois é...
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