terça-feira, 18 de agosto de 2020

Contos surrealistas 111

 

Aspirina resolve

 

 

Consulto o papel amarelo

O saldo da minha conta

Quase arranco os cabelos

Está totalmente no vermelho

 

Faço, refaço trifaço

As contas não consigo

A multiplicação dos pães

Vejo-me em grande perigo

 

O que fazer pergunto aflito

Recorrer a empréstimo bancário

Render-me a juros salafrários

 

Qual o que abafo o grito

Vou até o bar da esquina

Tomo uma caipirinha

 

E para dormir uma aspirina

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