sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.560(2020)

           

            É foi isso sim, mas o pior eram as sextas feiras, o pessoal saia do serviço e iam para o hapy hour, me convidavam, algumas vezes aceitava o convite e ia com eles, mas me sentia estranho, não me conectava com a conversa, uma vez ou outra falava algumas bobagens, no entanto sabia que meu lugar não era ali com eles bebendo e trocando palavras inúteis, talvez por toda a minha infância e adolescência sempre fui sozinho, não tinha um amigo de escola, ou um amigo vizinho, não me adequava a estar em companhia do pessoal, não tinha nada com eles, gostava do pessoal, é que não me sentia atraído a estar com eles, entende, e depois descobri, que eu não me entregava totalmente a estar com eles, não me soltava, ficava preocupado com o horário de ir embora, de perder o metro, essas coisas, como deveria agir, como deveria fazer isso ou aquilo, então preferia ficar só e com isso, as sextas percorria os bares na expectativa de acontecer alguma aventura, conhecer alguém, ser arrastado para algum quarto de algum hotel barato, entende, mas ai tinha um outro problema...

            É isso... ou, não é?

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