quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.559(2020)

         

            Então... continuando... essa bola... pare, é minha barriga, não é uma bola qualquer que você joga de um lado para o outro, chuta, esmurra, não, por favor, mais respeito é uma volumosa ridícula de uma barriga, a minha, ok, como consegui esse volume estrondoso, acho que no final dos anos oitenta e começo dos anos noventa, os anos duros da minha vida, em que vivia vinte e quatro horas em depressão, vinte e quatro horas me lamentando, sentindo pena de mim mesmo, não conseguia ver outra coisa, nem a luz no final do túnel, me vitimava constantemente, reclamava, xingava, odiava, me entreguei ao álcool a ponto de todos os dias ao sair do serviço passava na lanchonete e tomava uma pinga e uma cerveja, chegando no meu bairro parava no bar e tomava mais uma pinga e uma ou duas cerveja, entrava em casa trançando as pernas, dançando mais que vedete do Chacrinha, não queria ver ninguém, tomava um banho, comia alguma coisa quando tinha e cama, e no dia seguinte a mesma coisa...

            É isso... ou, não é

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