Escreveu
na branca laje do tumulo do namorado morto por homofóbicos. Em seguida se
deitou sobre a lápide e se fundiu a ela. Dos seus olhos começaram a verter
lágrimas milagrosas que diziam curavam paralíticos, cegos, cancerosos,
aidéticos, até que as autoridades precisaram controlar a caterva ensandecida.
Dois anos depois as lágrimas secaram e, quem passava pelo túmulo, viam uns
olhos que sorriam espalhando luz.
Volta e
meia alguém acendia uma vela no Cantinho da Saudades como ficou conhecido
aquele lugar.
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