quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.617(2021)

  

Manhã de dois de janeiro de dois mil e vinte e um

Manhã que guarda os blas blas corriqueiros de fim de ano

Manhã do segundo dia do ano que inicia na esperança mórbida

De sermos o que somos apenas ser nesse mundo falido

E vamos caminhar os caminhos das nossas vidas

E vamos dar continuidade ao ciclo da vida

Ora com alegria ora com tristeza ou com apatia

Parados não podemos ficar

Disse o poeta medíocre um dia:

--- Quem para é por que morreu e não sabe

Vamos seguir adiante aprendendo nossa lição

Covardemente na gloria dos aflitos e esquecidos

Sequemos as lágrimas das adversidades

E abracemos os infelizes os podres mal vividos

E sorrimos alegria disfarçada no champanhe envelhecido

E cantemos salmos odes mantras e outras vulgaridades

Para entrarmos em contacto com divino e quem sabe um dia

Divino seremos para o conforto dos necessitados

Oremos...

É isso... ou, não?

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