É isso, eu trabalho aqui, sabia, ah não sabia né, presumi que não soubesse, o que, eu monstro, ah faz me rir, olhe bem para mim, o que está achando, monstro não é, aliás não só sou monstro pelo o que eu faço e sei que isso não é normal, é uma bestialidade, mas sou monstro também fisicamente, veja minhas orelhas, maior que do Dumbo, veja o formato da minha cabeça, parece um lápis, meus olhos, mais esbugalhados do que olhos de sapo, minha boca, um lábio grosso e outro fino, meu nariz, mais feio do que Cyrano de Bergerac, sem contar aliás com essa enorme cicatriz que adquiri na minha juventude, então é isso, fui aceito para esse serviço estupido por causa da minha feiura, agora me diz, o que eu faço com os meus hormônios que todos os dias a flor da pele pronto a explodir, o que eu faço, me masturbo, claro né, mas isso não me satisfaz mais, entende, como todo mundo quero sentir carne roçando carne, entende, e sempre fui rejeitado, nem as prostituas me quiseram, aí surgiu esse emprego, me aceitaram e aqui estou limpando esses corpos maravilhosos, não acham, vejam essa moça, bonita, seios rígidos ainda, barriga sedosa quase sem pelos, ah essa gruta quem aguenta, então o que você acha, isso mesmo o que está pensando, a terra vai comer mesmo não é o que dizem, sei não precisa falar, eu sou monstro fisicamente e moralmente, se me pegarem, oras não estou nem ai...
É isso... ou, não é?
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
Diário de um sentir – Caderno número 8.638(2021)
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