Contraditório
Na
madrugada a insônia me obriga a escrever o que não quero e escrevo o relevante
para não morrer. A insônia produz a angústia a me exigir a escrever o que penso
em dizer. Escrevo o necessário no silencioso viver que abranda a fala muda no
diz que me diz e nada fala para não revelar o que tenho para revelar. Enquanto
isso o olhar olha o mistério e não vê ao descobrir apenas o que vê sem
acreditar que vê a repentina insônia na manhã vespertina.
É
isso... ou, não é?
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