quinta-feira, 15 de abril de 2021

Contos surrealistas 78

                             Ainda não morri 1

 

Aquela noite não foi ainda a minha noite.

Continuo vivo.

Se os acontecimentos da minha vida não são relevantes talvez, teria realizado outras coisas e não o que está prescrito na lei misteriosa do livre arbítrio.

Por outro lado o calor que penetra pelas janelas escancaradas é sufocante.

A luz da lua e das estrelas esparramadas no chão da sala cria os mais estranhos desenhos. O mais interessante, e por causa disso, estando no trigésimo andar, na maior cidade da America do sul, consigo ver a lua, as estrelas e suas sonoridades quase palpáveis em todas as filigranas dos enfeites provocando um surrealismo de sombras e desenhos no chão e parede da sala.

 Lion, o inquieto gato, tenta brincar com a profusão de formas como se aquelas bolas balançando de um lado para outro agisse nele feito droga deixando-o agitado. Foi preciso acender a luz da sala expulsando a lua e as estrelas para que o pequeno felino sossegasse.

Afinal, estamos no Natal...

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