A cueca.
Olha
o relógio no canto direito em baixo no monitor do notebook e decide que é hora
de tomar banho. No banheiro tira a cueca e joga no cesto de lavar roupa e dá
descarga. Se dirige para a pia, abre o armário, pega a escova de dente e a
pasta e... espera aí, joguei a cueca no cesto e dei descarga!? Alguma coisa
estava errada. Ergue a tampa do vaso e assombrado vê a água subindo até a borda
e, de repente escuta um blog glub blub e vê a cueca junto com a água suja ser
lançada para o alto como se fosse um gêiser e grudar no teto. Por instantes,
olha para aquele fenômeno assustador e, sem ter tempo de reagir, a cueca se
desgruda do teto e cai bem na cara dele. Ele faz argh descomunal e com as ponta
dos dedos retira o objeto nojento do rosto e joga... no vaso de novo... não, abre
a porta do quintal e a arremessa longe. Amanhã dou jeito nisso. Volta para o
banheiro e horrorizado depara com chão, parede, teto enlameado de água
amarelada com pequenos pedaços de merda. Abre o chuveiro e se enfia em baixo.
Em seguida limpa a sujeira e ao mesmo tempo pensa com raiva: “Puta que pariu.
Tenho que ir ao médico, não posso deixar isso acontecer de novo.”
É
isso... ou, não é?
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