Penso que se quero contar uma história terei
que fazer uma sinopse detalhada, não é mesmo? Sim, deve ser dessa maneira,
respondo. E como começarei? A história envolve dois rapazes, um moreno e outro
branquelo. Não haverá um personagem central, pois, alternando falarei de um
depois do outro separadamente, sem que um saiba do outro, trabalham na mesma
empresa, em departamentos diferentes, raramente se cruzam pelos corredores. Um
tem quase trinta anos e o outro quase quarenta. O mais novo é moreno, um metro
e oitenta, magro com um corpo definido, cabelo cortado bem curto, roqueiro
tendo participado de vários shows, olhos vibrantes, inquietos, castanhos
claros, nariz meio torto o que não tira a beleza facial, lábios finos. Admirado
pelos amigos, rodeado pelas mulheres, quem o conhece sente-se atraído desejando
ser seu amigo. Por um descuido como ele mesmo diz, quase se casa, só não se
casou por ser a namorada infiel e infidelidade não admite. E a partir desse
fato passa a estudar filosofia e espiritualidade chegando a se tornar médico
terapeuta sem clinicar. Conclama sempre que está na Matrix, mas, não pertence a
Matrix, e com essa perspectiva passa a viajar pelo mundo numa tentativa de se
encontrar além, de algo que não sabe o que seja, e esse algo que não sabe o que
é descobre ao conversar com o mais velho pelo WhatsApp.
É
isso... ou, não é?
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