O
frio me queima ao ter a vida que desejo. Percorro milimétricamente a gananciosa
sensação a procura do prazer e, no entanto, nada poderá me satisfazer, nem
você. Os sonhos se dispersam na areia açoitada pelo vento da desilusão, mesmo
assim,
deito-me na praia a espera de você que sei não
virá. Ouço o grito das ondas lambendo meu corpo nu sem que me sinta satisfeito.
Aos poucos me acalmo e, confiante, me entrego a luta sem saber se a vencerei. E
todos os dias, meu peito se inflama de gratidão por você, por mim e por todos
que cruzaram e cruzarão meu caminho. Não estou só.
É isso... ou, não é?
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