Todos os dias de manhã encontrava dificuldade ao tomar o fretado. O espaço
entre os bancos era restrito, mal dava para passar, além do que, o pobre do
rapaz precisava se levantar para que ele pudesse sentar. A culpa era das duas
passageiras da frente, folgadas, deitavam o encosto dos seus bancos bem baixo
ocasionando todo o desconforto para os passageiros de trás, isto é, ele e o rapaz.
Para o rapaz, sentado no lado do corredor não tinha nenhuma dificuldade, e,
também fazia a viagem toda dormindo. Já ele não, precisava passar pelo banco do
rapaz e sentar no lado da janela, mas tudo bem, isso não era tão drástico
assim.
Como já tinha deixado à companhia do detetive belga, Hercole Poirot, e, a
partir de hoje teria a companhia da menina que ainda não conhecia, sabia apenas
o título ou, melhor, o apelido dela: A Menina que Roubava Livros tinha de se
virar como podia no exíguo espaço das poltronas. Os livros de Agatha Cristhie
não são volumosos no tamanho, são pequenos, a encadernação boa, letras,
pequenas, por isso se acomodavam perfeitamente no espaço entre ele e o encosto
da outra poltrona. Já A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak, sendo maior
tornava desconfortável sua leitura. Não que seja um livrão, em relação ao O
Caso dos Cincos Porquinhos, mas é bem maior. Havia a impossibilidade de colocar
no colo, coisa que também não o fazia por suas letras grandes. Assim sendo foi
obrigado a encostar A Menina no encosto da poltrona da frente o que poderia,
ocasionalmente, bater na cabeça da passageira. No entanto não se importava se
desse esse desconforto à estranha mulher da frente que, também, fazia a viagem
toda dormindo. Assim, ele começou a ter a companhia da A Menina que Roubava
Livros.
terça-feira, 13 de dezembro de 2022
Pequenas histórias 225
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