No fundo da lágrima descobriu um cristal brilhando a luz dos olhos. Ao ser
tocado, os cristais se esfarelaram compungindo sua alma. Foi então que percebeu
que estava sentindo a própria lágrima escorrendo pelo rosto amado.
Fechou os olhos. Procurou a solidão escura dos apaixonados.
Deitou o corpo no fundo da lágrima partida em cristais e, abraçou o mundo do
teu corpo como se fosse único e último momento de alegria a invadir a alma
grata e feliz.
Num instante delicado de nostalgia, conseguiu
apanhar um pedaço do cristal luzidio de azul, medroso de não ter mais o que
sempre teve. Guardou o cristal dentro do peito sangrando lágrimas manchando o
poente vermelho.
Abraçou o nada, teve o tudo num relâmpago de
saudade bipartida na grandeza da alma dirigida ao nada dos nossos corpos
ungidos num só.
Fez-se o paraíso levando-os à Terra do Nunca.
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