passeiam sobre teu corpo de amor enfurecido
Meus
olhos lambem a ferida do teu nome que clama o meu
Meus
lábios contornam a loucura da tua pele eriçada ao toque do meu sangue
intumescido
Minhas
mãos se fecham ao sabor dos teus mamilos adormecidos
Meu
sexo cruza com o seu num espasmo ensandecido de prazer incurável
Minhas
pernas enlaçam teu corpo num abraço desesperado querendo sentir minha alma
dentro da tua
Somos
pedaços que se decompõem em nacos de gestos suicidas.
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