sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

meu vazio cheio de nada

 

é onde o nada morre

no dia a dia da eternidade

 

não quero o amanhecer

você nunca está nele

 

o amanhecer me traz

de ontem a saudade

do presente que morre

num futuro longínquo

 

via no brilho do teu olhar

a folha da saudade

caindo em meu peito nu

 

ouço insetos predominando

o azul do meu ser sem destino

 

da emoção guardo sem revelar

a minha identidade morta

a beira da calçada

da grande avenida

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