é onde o nada morre
no dia a dia da eternidade
não quero o amanhecer
você nunca está nele
o amanhecer me traz
de ontem a saudade
do presente que morre
num futuro longínquo
via no brilho do teu olhar
a folha da saudade
caindo em meu peito nu
ouço insetos predominando
o azul do meu ser sem destino
da emoção guardo sem revelar
a minha identidade morta
a beira da calçada
da grande avenida
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