Tédio.
Preciso pegar o bus. Sorrio.
- Por que está rindo?
Diz ele olhando-me nos olhos.
- Nada, respondo intensificando os movimentos.
- Idiota.
Nisso, a explosão joga um contra o outro.
Caímos contra a parede. Nos olhos dele vejo satisfação.
- Que viagem, diz.
Quieto, recebo o brilho dos seus olhos.
Fecho os meus. Baseado nos lábios.
Estendo o braço e o bus para.
Subo e olho o papel. Estou longe.
O bus anda por ruas esquisitas.
Desço. Me vejo de cueca. Sinto-me vexado.
Tenho que chegar logo e não chego.
O alarme apita.
Levanto-me. Tomo café. Saio.
De novo estou no bus.
Para onde vou?
Serviço ou casa...
Não sei.
Viro-me na cama.
Mais uma vez tento dormir.
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