Criar
o gesto, acompanhado da fala — oral ou escrita — é pulsar vibrações ao redor,
orientando ou manipulando quem está por perto. Ao entrar em contato com outros
pulsos — mais intensos ou mais sutis — é possível que algo se mova dentro de
nós, conduzindo-nos a agir de determinada maneira.
O essencial, porém, é deixar esse
pulsar livre: solto, leve, percorrendo os espaços ao seu redor sem se preocupar
com o que possa acontecer. E, se algo acontecer por causa do seu pulsar,
aprenda a lidar com esse acontecer. Aprenda a contê-lo, se for ele a
oportunidade tão esperada — e, se não for, se for apenas mais um acaso, não se
deixe abater. Siga vivendo, sem cair na armadilha da mortificação, sem se
julgar um frustrado ou fracassado.
Nessas ocasiões, erga a cabeça. Pise firme,
decidido a seguir em frente — mesmo que, por isso, venham a te chamar de
orgulhoso, metido ou convencido.

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