domingo, 15 de março de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.434(2020)


Antigamente escrevia no ônibus. Hoje escrevo no metro, mais precisamente na plataforma da estação. Não estou ainda pondo em prática o que o meu “eu” propusera, mas posso dizer: este escrever é uma prévia do que posso vir a fazer. No entanto há um clima menos esfuziante, isto porque ou talvez, naquela época por ser jovem catalisava os fatos com mais ardor, com mais intensidade do que hoje, estava numa situação sempre querendo explodir com tudo e com todos, na expectativa de acontecer algo e mudasse completamente o rumo da minha vida, era essa expectativa que me fazia escrever num modo compulsivo, era o alimento da minha escrita. Hoje, mais velho, mais calmo, mais decidido, menos ansioso, até posso estar na beira do abismo mais por curiosidade do que propriamente por situação perigosa. Hoje seu eu pular estarei consciente do que estou fazendo, antes se eu pulasse era por causa de situações que me empurraram, entende. É isso...

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