Antigamente escrevia no ônibus. Hoje escrevo no
metro, mais precisamente na plataforma da estação. Não estou ainda pondo em
prática o que o meu “eu” propusera, mas posso dizer: este escrever é uma prévia
do que posso vir a fazer. No entanto há um clima menos esfuziante, isto porque
ou talvez, naquela época por ser jovem catalisava os fatos com mais ardor, com
mais intensidade do que hoje, estava numa situação sempre querendo explodir com
tudo e com todos, na expectativa de acontecer algo e mudasse completamente o
rumo da minha vida, era essa expectativa que me fazia escrever num modo
compulsivo, era o alimento da minha escrita. Hoje, mais velho, mais calmo, mais
decidido, menos ansioso, até posso estar na beira do abismo mais por
curiosidade do que propriamente por situação perigosa. Hoje seu eu pular
estarei consciente do que estou fazendo, antes se eu pulasse era por causa de
situações que me empurraram, entende. É isso...
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Vazia.
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