terça-feira, 21 de abril de 2020

Contos surrealistas 153


Companheira

O frio corta
Menos que a angústia
Menos que a depressão
Menos que a dúvida

O frio é moleque
Não está nem aí
Para as maluquices
Disto ou daquilo

Ele corre no vento
Levando de um lado
Para outro sentimento
Que ora me aflige
E que ora me alegra

Preciso não ligar pra ele
Preciso aumentar mais
O volume da música
Dançar como louco
Na sala
No quarto
Na cozinha
No quintal
Talvez na rua

Deixar a preocupação
De que há algo ainda
Para ser feito
Não ligar que no peito
A companheira eterna
Arrebente-me por inteiro

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