sábado, 23 de maio de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.444(2020)


                        O que fazer?

            Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto.
Três horas da madrugada. Vou ao banheiro.
Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto.
Quatro horas da madrugada. Bebo um gole de água.
Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto. Deito-me e me levanto.
Quatro e meia da madrugada. Levanto-me. Sento-me na cama. Os pés dentro chinelo. Olho o vazio do quarto. O guarda-roupa a minha frente. Levanto-me da cama. Na cozinha abro a geladeira. Fecho a geladeira. Bebo água. Encho o filtro. No banheiro dou uma mijada. Olho no espelho.
— Bonitão, digo ao eu que vejo e faço uma careta.
Penso em deitar-me, desisto, sei que ficarei rolando na cama. Desisto. Vou prá sala. Ligo o notebook lerdo que é preciso deixar carregador ligada constantemente, pois a bateria está cansada, preciso trocar. Enquanto o note abre, vou na cozinha pego um pacote de bolacha e, ao abrir, ao tentar puxar aquela tirinha vermelha o papel rasga e as bolachas se esparramam na mesa sujando de migalhas. Olho para aquilo enfastiado. Pego um punhado e volto a sala. O note ainda não abriu. Enquanto espero jogo um joguinho bobo no celular. Dali vários minutos o note abriu, até que hoje foi rápido. Abro o Word e estou aqui escrevendo essas palavras vazias de conteúdo, elas não traduzem realmente todo o sentimento deste que vos escreve.
Sabe o que ocorre? É preciso fazer tal coisa. Ah! Tenho bastante tempo, deixo para depois. Ou então, você começa a procurar coisas para fazer, pois você já desenhou hoje, já escreveu hoje, já ouviu música hoje, - aliás música ouço todos os dias, menos a parte da manhã para não acordar a vizinha , - aí você começa inventar coisas para fazer nesse tempo bastante que tenho. Olho as fotos das netas, os vídeos que fiz, invento novos vídeos, vejo vídeos pornôs, revejo filmes antigos, procuro os novos, mas devido o conteúdo pobre dos filmes de hoje desisto... bocejo... ahn! Bocejo? São seis horas e quinze. O dia está raiando.
Deito-me e só vou acordar... quando acordar venho aqui para lhes dizer, está bem. Até...

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