terça-feira, 9 de junho de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.439(2020)


            Macarrão alho e óleo.

            Sou grato e feliz por acordar alegre, com disposição e ter passado um dia, mais um dia entre essas paredes amigas e confidentes, olha lá nada de fofocar, hein! E, também sou grato e feliz porque mais uma vez fiz macarronada alho e óleo. Mas acho que coloquei muito óleo, é óleo mesmo, não tenho azeite, e alho, não sei, no entanto, ficou gostoso. Enquanto o macarrão cozinhava na água fervente, numa panela coloquei cinco colheres de sopa de óleo, não tenho azeite, na receita pedia azeite, cinco cabeças de alho, ralei meia cenoura, não tenho cebolinha e nem salsa, uma batata e uma cebola. Joguei tudo dentro da panela. Pensei:
            — Você vai fazer macarrão alho e óleo ou cebola alho e óleo.
            Coloquei uma colher de sal. E fui mexendo até ficar amarelado a cebola. Macarrão ficou pronto, escorri, e virei a panela de alho e óleo em cima do macarrão. Não ficou aquela iguaria de se lamber os beiços, mas ficou gostoso. A gororoba que faço, eu gosto, e essa ficou uma delícia. Agora é que a porca torce o rabo, isto é, os radicais, os mestres vão me criticar. É que ao invés de usar o espaguete usei o parafuso.
            — Cara, você vai colocar esse macarrão, não é outro, o comprido? — disse para mim ao despejar o macarrão na água fervendo.
            Aí eu respondi para mim mesmo:
            — Não, não vou, vou usar esse, não sou obrigado a usar o que todo mundo usa. Vou fazer diferente.
            O meu eu ficou quieto e agora está lambendo os beiços. ´
            É isso.

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