Onde
está a tranquilidade que sempre tive, isto é, tenho-a ao meu lado. Amorfa,
silenciosa prende os dedos nas teclas pretas como prisioneiras de um destino
que não seja outro além de obedecer. Dedos que nada fizeram além de digitar.
Dedos que não passeiam por uma pele aveludada de um ventre entumecido de
desejos. Que ásperos sentem a rigidez da pele enrugando as digitais que não
mudam, permanecem constantemente vivas a me identificar. Posso estar onde
estiver, posso querer o que quiser, levo você comigo tranquilidade que não sei
onde encontrá-la.
É
isso... ou, não é?
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