sábado, 19 de setembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.500(2020)

       

            Onde está a tranquilidade que sempre tive, isto é, tenho-a ao meu lado. Amorfa, silenciosa prende os dedos nas teclas pretas como prisioneiras de um destino que não seja outro além de obedecer. Dedos que nada fizeram além de digitar. Dedos que não passeiam por uma pele aveludada de um ventre entumecido de desejos. Que ásperos sentem a rigidez da pele enrugando as digitais que não mudam, permanecem constantemente vivas a me identificar. Posso estar onde estiver, posso querer o que quiser, levo você comigo tranquilidade que não sei onde encontrá-la.

            É isso... ou, não é?

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