terça-feira, 8 de setembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.489(2020)

 

        

            O celular tocou. Atendi:

            — Alô.

            A pessoa, voz de mulher foi perguntando:

            — Conhece Maria Madalena?

            — Sim, conheço.

            — Poderia dar um recado a ela?

            — Vai ser difícil.

            — Por quê?

            — Faleceu já faz um...

            Desligou. Não esperou eu terminar a frase.

            Tia Mada, não sei se tinha o Maria antes de Madalena, nunca procurei saber, no entanto, ninguém a chamavam de Madalena, era somente Mada. Apenas o marido, o seu Francisco, o Tio Chico a chamava de Madalena. E nesse relembrar caiu a ficha. Não tenho mais nenhum tio e nem tia, todos falecidos. E olhe que eram bastante, tanto do lado do meu pai como do lado da minha mãe, ao todo mais ou menos vinte ou quase trinta tios. Não me recordo quem foi o primeiro a ir, sei que a tia Iolanda, irmã do meu pai foi a última. Agora somos apenas os primos e filhos dos primos e tendo alguns partidos no trem azul.

            É isso... ou, não é?

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