Uma
nostalgia me invadiu ao abrir a porta. Coloquei a chave na fechadura e ao
sentir a quentura de quase dois dias fechadas, a casa me abraçou agradecida
pela minha volta. Não sei o porquê e nem do porque meus olhos se encheram de
lágrimas e por uns quinze minutos parado no meio da sala, recebi todo o afago
das paredes e dos objetos, agradecendo o acolhimento, abri as janelas, liguei o
som e me pus a dançar demonstrando assim a alegria da volta, a alegria de tê-la
me recebido calorosamente e, grato sou a ela mesmo que não me pertença, mas
grato sou.
É isso... ou, não é?
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