quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.565(2020)

        

            Uma nostalgia me invadiu ao abrir a porta. Coloquei a chave na fechadura e ao sentir a quentura de quase dois dias fechadas, a casa me abraçou agradecida pela minha volta. Não sei o porquê e nem do porque meus olhos se encheram de lágrimas e por uns quinze minutos parado no meio da sala, recebi todo o afago das paredes e dos objetos, agradecendo o acolhimento, abri as janelas, liguei o som e me pus a dançar demonstrando assim a alegria da volta, a alegria de tê-la me recebido calorosamente e, grato sou a ela mesmo que não me pertença, mas grato sou.

            É isso... ou, não é?   

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